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EUA estudam reabrir casos de abusos a presos no Iraque e Afeganistão

Reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal americano "The New York Times" afirma que a comissão de ética do Departamento de Justiça dos Estados Unidos recomendou que sejam reabertos quase 12 casos de abusos contra prisioneiros arquivados no governo de George W. Bush (2001-2009). O risco é o de que as investigações exponham agentes da CIA (a agência de inteligência americana) e outros funcionários do governo.

É também nesta segunda-feira que o Departamento de Justiça irá divulgar relatórios inéditos sobre abusos a presos que foram elaborados em 2004 pela chefia da CIA.

 

Quando elaborados, os relatórios foram analisados pela CIA, que decidiu que eles não deviam ser alvo de processos. Para nova equipe do secretário da Justiça, Eric Holder, no entanto, os casos precisam ser reconsiderados, porque envolvem mortes de pessoas que estavam sob a custódia dos EUA e outros casos de torturas físicas e mentais.

Em sua reportagem, o "NYT" destaca que, se confirmada, a reabertura dos casos irá causar uma estranheza para o presidente Barack Obama, do ponto de vista político, já que ele disse anteriormente que prefere superar o assunto. No centro das denúncias estão episódios que aconteceram no Iraque e no Afeganistão.

O "NYT" relata que Holder ficou "enojado" ao ler versões secretas dos relatórios da CIA sobre abusos contra prisioneiros.

Na semana passada, vieram à tona casos nos quais agentes da CIA teriam realizado sessões de humilhação e ameaçado presos com armas e furadeiras elétricas. Entre os casos notórios está p de Manadel al Jamadi, morto em 2003, na prisão iraquiana de Abu Ghraib.

Holder deve anunciar, nos próximos dias, sua decisão de indicar um procurador para reabrir os casos ou não. A eventual reabertura das investigações são mais um passo do governo de Barack Obama no projeto de mudar as políticas americanas de investigação e prisão. Nesta segunda-feira (24), o Pentágono decidiu informar pela primeira vez a identidade de detentos de prisões secretas ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

Conforme outro importante jornal americano, o "Washington Post", Obama, nos últimos dias, também aprovou a criação de um corpo de elite para interrogar suspeitos de terrorismo.

 

 

 

G1

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