O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a congressistas nesta quinta-feira que ele pretende retirar as tropas americanas do Iraque até agosto de 2010, deixando para trás um contingente de 35 a 50 mil homens para apoiar forças iraquianas e proteger os interesses dos EUA no país.

 

O prazo, que seria de 19 meses desde a posse de Obama em janeiro de 2009, é três meses superior às suas promessas de campanha, que afirmavam que os soldados estariam fora do Iraque após 16 meses de seu governo.

 

O anúncio completo do plano de retirada juntamente com seus detalhes, é esperado para o início da tarde desta sexta-feira, quando Obama visitará uma base militar no estado americano da Carolina do Norte.

 

De acordo com um acordo entre os Estados Unidos e o Iraque assinado pela administração Bush no ano passado, todas as tropas americanas têm que estar fora do país até 31 de dezembro de 2011.

 

"Plano B"

John McHugh, o mais alto republicano da comissão das forças armadas da Câmara de Representantes, afirmou entretanto que Obama lhe garantiu que tem um ‘plano B’ para o Iraque caso a violência no país aumente nos próximos meses.

 

"Ele [Obama] me assegurou que irá rever seu plano se a situação no solo iraquiano piorar e a violência aumentar", afirmou McHugh em um comunicado.

 

Já para a base democrata, o número de 35 a 50 mil soldados a serem deixados no país após a retirada em agosto de 2010 foi considerado "excessivo".

 

Iraque e Afeganistão

O presidente americano tem afirmado repetidamente que pretende reforçar as tropas americanas no Afeganistão, onde a violência tem aumentado com ataques feitos pelo grupo radical islâmico Taleban, que governou o país até o final 2001. Naquele ano, os talebans foram derrubados por uma coalizão liderada pelos EUA, na sequência dos ataques de 11 de Setembro que mataram 3.000 americanos. Os talebans davam abrigo à rede terrorista liderada pelo saudita Osama Bin Laden, mentor dos ataques.

 

Uma fonte do governo informou que Obama espera que os gastos do país com as guerras no Iraque e no Afeganistão cheguem a US$ 140 bilhões (R$ 329 bilhões) neste ano.

 

Há atualmente mais de 140 mil soldados americanos no Iraque. O país foi invadido em 2003, sob a alegação de que o ditador Saddam Hussein conduzia programas para produzir armas de destruição em massa, o que não foi provado. O governo de George W. Bush enfatizou posteriormente que a invasão derrubou um ditador e permitiu os primeiros passos para o estabelecimento de uma democracia que poderia ser vir de modelo aos outros países da região.

 

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