Representante diz que o rascunho deve exigir mais dos países em desenvolvimento
Os Estados Unidos questionaram o projeto de acordo contra o aquecimento climático apresentado nesta sexta-feira (11) durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP15) dizendo que o rascunho não exige esforços suficientes aos grandes países em desenvolvimento.
As informações são de Todd Stern, enviado americano especial e chefe das negociações pelos Estados Unidos.
– Em muitos sentidos, o texto representa um passo construtivo, no entanto, os EUA não consideram a ideia de atenuá-lo como base para a negociação. As grandes economias não são pressionadas o suficiente para que reduzam suas emissões de carbono, e isto faz que este texto seja desequilibrado neste ponto específico.
O primeiro rascunho oficial de um acordo divulgado nesta manhã propõe limitar a alta da temperatura do planeta de 1,5ºC a 2ºC, no máximo até o fim do século, em relação aos níveis pré-industriais. Não há uma opção no momento por alguma das duas possibilidades.
O objetivo da reunião, que começou na última segunda-feira (7) e vai até dia 18, é firmar um acordo para a redução das emissões de gases do efeito estufa, como o CO2 (dióxido de carbono), na tentativa de conter o aumento da temperatura na Terra. O documento de sete páginas será utilizado a partir de agora como base das negociações.
Entenda
Da reunião de Copenhague deve sair um acordo que substitua o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012 e tem um índice de sucesso duvidoso. Esse protocolo, criado em 1997 e que começou a vigorar em 2005, estabelecia que os países desenvolvidos 37 países industrializados e a União Europeia se comprometeram a reduzir em 5,2% as emissões de gases causadores do efeito estufa (tomando por base o que foi emitido em 1990), considerados os responsáveis pelo aquecimento global.
Kyoto é importante por ser o primeiro passo para um compromisso global de corte de emissões. O acordo previa metas para reduzir as emissões de países desenvolvidos, mas poupava os em desenvolvimento, como o Brasil, o que reduziu muito os seus efeitos. Além disso, os Estados Unidos não assinaram o protocolo, tornando-o um tanto ineficaz.
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