O presidente americano, Barack Obama, prometeu nesta terça-feira (24) que os Estados Unidos vão sair da atual crise econômica mais fortes do que nunca, em seu primeiro discurso no Congresso como chefe da nação.

 Em seu pronunciamento, iniciado às 21h20 locais (23h20 de Brasília), Obama disse que "o que é preciso agora é que este país se una, que enfrentemos com ousadia os desafios que encaramos e sejamos responsáveis por nosso futuro mais uma vez".

 Ele defendeu as montadoras americanas ao afirmar no Congresso que "o país que inventou o automóvel não pode abandoná-lo".

 Obama afirmou que "o povo americano vai superar a crise financeira. "Nossa economia está debilitada e nossa confiança abalada; vivemos tempos difíceis e inseguros; mas esta noite quero que todos os americanos saibam o seguinte: vamos nos reconstruir, vamos nos restabelecer, e os Estados Unidos sairão mais fortalecidos", disse.

 O presidente afirmou ainda que "a resposta ao nossos problemas não está além do nosso alcance". Segundo ele, "chegou o momento de abrir os olhos". Ele destacou também que "chegou o momento de agir com ousadia e sensatez, para não só revitalizar esta economia, mas também erguer novos alicerces para uma prosperidade duradoura".
 

 O presidente ainda fez um alerta sobre o déficit fiscal do país. "Teremos que adotar decisões difíceis para diminuir o rombo de US$ 1,3 trilhão", advertiu.

 Obama, que deve apresentar ao Congresso a proposta de orçamentos na quinta-feira (26), afirmou que o projeto será "uma minuta para o futuro", mas também refletirá a "crua realidade" da herança econômica recebida: "um déficit de US$ 1 trilhão, uma crise financeira e uma recessão muito cara".

 

 Críticas
O presidente americano se mostrou crítico aos hábitos econômicos do país nos últimos anos, ao indicar que deixou-se "de olhar ao futuro além do próximo pagamento, do próximo trimestre ou das próximas eleições". "As regulações se desbarataram para conseguir um lucro rápido às custas da saúde do mercado", afirmou. "As pessoas compraram casas que sabiam que não poderiam pagar, de bancos e de pessoas que fazem empréstimos. E, enquanto isso, foram adiados debates necessários e decisões difíceis para outro momento".

 

G1

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