A Câmara de Representantes (Deputados) dos Estados Unidos enfrenta hoje o voto que decidirá se aprova a reforma da saúde, a grande prioridade legislativa do presidente Barack Obama, após um ano de negociações.
"Está em suas mãos. É o momento de aprovar isto, em benefício dos EUA", afirmou Obama em seu apelo final aos congressistas democratas, com os quais se reuniu neste sábado (20) no Capitólio.
Visto que a oposição republicana votará em bloco no "não", os democratas deviam buscar entre suas próprias fileiras os 216 votos necessários para aprová-la, algo que fizeram até o último momento.
Os congressistas votarão após duas horas de debate de dois projetos de lei diferentes. Um é o que o Senado já aprovou em dezembro e, que se receber o sinal verde da Câmara, dependerá somente da assinatura de Obama para ser convertido em lei.
O segundo introduz uma série de emendas ao primeiro, para fazê-lo mais do gosto dos congressistas.
Se for aprovado, será levado ao Senado, que segundo o negociado entre os democratas, o aprovará sem mudanças ao longo desta semana.
Se a reforma for finalmente aprovada, representará um forte respaldo para Obama, que apostou seu prestígio político no sucesso da proposta, apesar das recomendações de alguns de seus assessores mais próximos.
A oposição republicana considera que a reforma agravará o forte déficit fiscal dos EUA.
No entanto, um relatório do Escritório de Orçamentos do Congresso, o braço auditor do Capitólio, aponta que a medida economizará US$ 130 bilhões em seus primeiros dez anos e US$ 1,2 trilhão em sua segunda década.
Folha Online
