São tempos difíceis em meio à quarentena, não há como negar. A humanidade, antes tão acelerada, teve que desacelerar, os compromissos inadiáveis, ficaram para depois, o “não tenho tempo para isso” deu lugar ao tédio, a mais horas dormindo, ou até mesmo em frente à TV. E mais do que nunca, a mais horas diante das telas dos celulares. 

Os smartphones se tornaram companheiros inseparáveis durante os dias de luta contra um inimigo invisível: o novo coronavírus. 

Através das pequenas telas o internauta pode sair de toda a solidão que o isolamento social impõe, passando horas nas redes sociais, ou pode assistir filmes, séries, ler livros, ouvir música, falar com pessoas que mesmo tão distantes, cabem na palma da mão. 

E é através das mãos, assim como pode acontecer com o coronavírus, que também chegam as tão temidas fake news.

As notícias falsas são disseminadas a uma velocidade inimaginável e contaminam tanto quanto qualquer vírus. 

Em meio ao medo da doença desconhecida, o pânico se alastra feito um rastro de fogo. Informações que seriam facilmente desmentidas, passaram a ser divulgadas e multiplicadas como sendo a mais pura verdade. E com isso o caos se instala, os golpes são concluídos e milhões de pessoas são afetadas, mesmo na segurança das suas casas. 

Foi para desmentir mais uma dessas fake news que o PB Agora entrou em contato com duas brasileiras que moram em Israel. 

A informação que está sendo divulgada aqui no Brasil pelos defensores do fim do isolamento é que em Israel só aconteceram 1.700 casos do novo coronavírus e apenas 1 morte. A justificativa é que o governo do país teria isolado apenas os grupos de risco e exposto os jovens ao vírus para assim garantir a imunidade. 

“Que irresponsabilidade!” disparou a cearense Lara Viana, que mora em Givatayim, cidade que fica há 15 minutos da capital de Israel, Tel Aviv. 

“Isso nunca aconteceu. Bem no começo, quando existiam poucos infectados, começaram a pedir que o pessoal mais velho não saísse de casa, numa tentativa de preservá-los, mas isso foi bem no começo mesmo, depois as pessoas tiveram sim que fazer quarentena, inclusive jovens. Essa informação é um excesso de mau caratismo e totalmente irresponsável” declarou a brasileira. 

De acordo com Lara, a situação em Israel é de isolamento total, já que no país há mais de 3.400 casos confirmados, sendo por volta de 50 em estado de saúde considerado grave e cerca de 12 mortes. 

“As medidas de Israel contra o COVID-19 começaram mais ou menos no final de fevereiro, quando voos vindos da China, Itália e outros países começaram a ser proibidos de entrar no país. Como os casos não paravam de aumentar e a população não respeitava as recomendações do governo, em poucos dias entramos em isolamento total, no qual nos encontramos há duas semanas. Só temos permissão para sair de casa numa distância de 100 metros e apenas para coisas essenciais, como supermercado ou farmácia. Policiais estão na rua fazendo controle, checando o seu documento e onde você mora” detalhou. 

recifense Laís Rosal, que mora em Tel Aviv, confirmou as informações de Lara e declarou que por lá, assim como acontece aqui no Brasil, o clima é de incertezas. 

“O governo por enquanto não nos traz nenhuma previsão de quando isso pode acabar, acho que ninguém sabe, em nenhum lugar do mundo. A notícia que eu tenho é que será feito um novo pronunciamento para prolongar o fechamento total por mais três semanas. Alguns lugares estão funcionando com cerca de 30% dos funcionários e o governo vai diminuir ainda mais e colocar a polícia na rua para fiscalizar tudo isso” disse. 

Alerta contras as Fake News

Com relação às notícias falsas, Laís alerta para que qualquer conteúdo seja checado e disse torcer para que o exemplo de outros países, que retardaram o isolamento social não seja seguido aqui no Brasil.

“Procurem saber a verdade, checar as notícias. Hoje em dia com a internet é muito fácil checar qualquer informação. Vejam o exemplo de países como a Itália que está sofrendo muito porque não acreditou no efeito do vírus e fiquem em casa o máximo que puderem!” concluiu.

Compromisso com a verdade

Assim como disseram Lara e Laís, o PB Agora também reforça o perigo que são as fake news e combate diuturnamente através do seu jornalismo imparcial e de credibilidade a disseminação das notícias falsas. 

A orientação é de que sempre que receberem alguma mensagem, antes de repassá-las, chequem, sobretudo em veículos de informação sérios e comprometidos com a verdade. 

Estar bem informado também é uma forma de combate ao coronavírus. 

Thatiane Sonally

PB Agora

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