Emirados Árabes Unidos, 14 Mar 2009 (AFP) – O líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, acusou os países árabes "moderados" de cumplicidade com Israel e seus aliados ocidentais na mais recente ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, numa gravação sonora difundida neste sábado pelo canal de televisão do Qatar, Al-Jazeera.

 

"Está claro que alguns dirigentes árabes foram cúmplices com a aliança cruzada e sionista (na guerra) contra nosso povo (em Gaza). São dirigentes dos países que a América considera ‘moderados’", disse a gravação atribuída a Bin Laden pelo canal.

 

Assim, referiu-se à Arábia Saudita e ao Egito, aliados de Washington, que dirigiam o campo hostil contra o Hamas, movimento no poder em Gaza, durante a ofensiva israelense, frente ao Qatar e à Síria, especialmente.

 

Esta ofensiva, de 27 de dezembro a 18 de janeiro, devastou a Faixa de Gaza e matou 1.300 palestinos.

 

Em sua mensagem, o líder da Al-Qaeda falou contra todos os dirigentes dos países islâmicos que, da Indonésia à Mauritânia, não têm nada a ver com o islamismo, e denunciou os grupos armados islamitas, sem dar nomes, por terem "traído Gaza e seus habitantes".

 

"O holocausto de Gaza após um longo bloqueio é um acontecimento histórico importante, que pede a ruptura entre os muçulmanos e os hipócritas", acrescentou, referindo-se ao bloqueio imposto por Israel ao território palestino.

 

"Precisamos empreender uma ação série e preparar a jihad para fazer prevalecer os direitos dos palestinos, da mesma maneira que temos de renegar os cúplices dos imnimigos contra nosso povo em Gaza", acrescentou o chefe da Al-Qaeda na gravação cuja autenticidade não pôde ser verificada por enquanto.

 

Nos trechos divulgados pela Al-Jazeera, Bin Laden não faz referência direta ao Hamas.

 

"O caminho para a libertação de Gaza precisa de autênticos dirigentes sinceros, independentes, fortes, honestos e que estejam à altura destes acontecimentos importantes", disse.

 

Para isso, propôs "a criação de um comitê de orientação com ramificações nos países muçulmanos".

 

A mensagem mais recente do chefe da Al-Qaeda datava de 14 de janeiro, menos de uma semana antes da posse do novo presidente americano Barack Obama, advertindo sobre novos frentes em sua guerra santa contra os interesses ocidentais.

 

tm/lm

 

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