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Assassino de jovem inglesa vai enfrentar júri popular em Goiás

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O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, decidiu, nesta quarta-feira (24), mandar a júri popular Mohammed D´Ali Carvalho dos Santos, acusado de matar a jovem inglesa Cara Marie Burke, por motivo fútil e sem permitir que ela se defendesse. Segundo o Tribunal de Justiça (TJ) de Goiás, o magistrado justificou a decisão com base na materialidade do crime e na existência de indícios suficientes para determinar a autoria do homicídio. A defesa do réu pode recorrer da decisão e por isso a data do juri ainda não foi marcada. Ele é acusado de assassinar a jovem inglesa no fim de julho de 2008, em Goiânia.

 

De acordo com o TJ, o magistrado manteve as qualificadoras do crime como o motivo fútil, uma vez que há indícios de que o crime foi cometido porque a jovem inglesa havia ameaçado contar à mãe de Mohammed e a um policial militar, que ele usava drogas. Segundo Alcantara, isso deve dificultar a defesa do réu, pois ele ainda teria atacado a vítima quando ela estava ao telefone, impedindo sua defesa".

Os laudos periciais no local da morte e o exame cadavérico sustentam, segundo o juiz, a destruição e ocultação de cadáver. O magistrado, no entanto, não acatou a acusação de corrupção ativa, supostamente cometida pelo réu contra policiais militares que o prenderam.

 

 

Denúncia
Alcântara recebeu, em 15 de setembro, a denúncia formulada pelo Ministério Público (MP) contra Mohammed e Cristiano Cardoso Silva. Mohammed é acusado de homicídio qualificado (motivo fútil e utilizando-se de emboscada), destruição e ocultação de cadáver e corrupção ativa, enquanto Cristiano responde apenas por ocultação de cadáver.

Ainda segundo a denúncia, a motivação de Mohammed seria o temor de que Cara não cumprisse acordo de casamento feito na Inglaterra, onde eles se conheceram. Com o objetivo de obter sua cidadania inglesa, ele propôs a Cara pagar sua passagem para o Brasil, desde que se casasse com ele.

Os dois chegaram a viver juntos, sem qualquer relacionamento amoroso, até a vítima se mudar para outro bairro. A garota estaria com medo de Mohammed devido ao seu envolvimento com drogas.

Mohammed está preso desde 31 de julho na Casa de Prisão Provisória, em Aparecida de Goiânia. Segundo informações da polícia, ele confessou o assassinato. A última parte do corpo da vítima, esquartejado pelo assassino, foi encontro em 4 de agosto do ano passado.

 

 

Entenda o caso
A jovem foi morta e esquartejada no final de julho e o tronco de seu corpo foi encontrado dentro de uma mala às margens de um rio em Goiânia na segunda-feira seguinte ao crime. As outras partes foram encontrada dias depois na região do Ribeirão Sozinha, em Bonfinópolis (GO).

As partes do corpo de Cara Burke continua no Instituto Médico Legal (IML). A família aguarda liberação pela Justiça. Por meio da embaixada britânica no Brasil a família da jovem manifestou o desejo de que o corpo seja enviado, do jeito que está, para que ser enterrado em Londres.

G1

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