Por pbagora.com.br

Um aposentado de 65 anos e seu companheiro, um homem divorciado de 54 anos, se transformaram nesta sexta-feira (30), após quase três décadas de relação, no primeiro casal de pessoas do mesmo sexo na Argentina após a reforma legal aprovada em 15 de julho e sancionada na última semana pela presidente do país, Cristina Kirchner.

Miguel Ángel Calefato, aposentado, e José Luis Navarro, arquiteto divorciado, selaram 27 anos de relação no registro civil da pequena localidade de Frías, na Província argentina de Santiago del Estero, na qual residem há seis anos. O casamento ocorreu durante as primeiras horas da manhã, informou o jornal argentino La Nación. Navarro narrou sua felicidade à agência EFE.

– Estamos muito felizes, mas para nós isto é quase um trâmite, porque não nos muda como pessoas nem o que sentimos um pelo outro, simplesmente nos dá um marco legal para ter os mesmos direitos que tem qualquer cidadão argentino.

Ele adiantou que festeja o casamento com um almoço familiar na casa na qual ambos vivem, para continuar depois com seus afazeres cotidianos.

O casal se conheceu há 27 anos em Mar del Plata, quando José Luis estava casado e Miguel Ángel mantinha uma relação com outro homem.

– Ambos tínhamos outros parceiros, mas notamos que o nosso sentimento era muito forte, que éramos feitos um para o outro.

Navarro se divorciou alguns meses depois de sua mulher e foi a viver com Calefato, primeiro em Buenos Aires, cidade natal de seu futuro marido, e depois em Santiago del Estero.

Poucos minutos depois deste primeiro casal, em Buenos Aires houve o segundo casamento pela nova lei, informou o La Nación. A união entre Alejandro Vanelli, representante de artistas, e Ernesto Larrese, ator, ocorre após de 34 anos juntos.

Neste sábado (1º) outros três casais de homens, um delas formado por dois cidadãos chilenos que residem no país há 14 anos, contrairão casamento em diferentes Províncias da Argentina, depois da sanção da reforma do Código Civil que permite o enlace entre pessoas do mesmo sexo.

Antes da promulgação da reforma legal, nove pessoas tinham se casado no país mediante habilitações judiciais, embora alguns dos enlaces tenham sido cancelados posteriormente e estejam pendentes de apelação.
 

R7