Depois de serem criticadas por reter até 3% do dinheiro doado ao Haiti via seus cartões de crédito, as operadoras Visa, American Express, Mastercard e Discover anunciaram nesta quinta-feira (14) que vão abrir mão da cobrança em operações feitas nos Estados Unidos destinadas a entidades que atuam na ajuda ao país.
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A decisão foi tomada depois que um levantamento feito pelo site “The Huffington Post” indicou que bancos e empresas de cartão de crédito norte-americanos chegaram a faturar até US$ 250 milhões por ano graças à “fatia” de 1% a 3% cobrada em transações financeiras em geral – e doações para caridade, inclusive.
Ainda de acordo com o “Huffington”, a parcela obtida por tais empresas com doações aumenta em épocas de grandes desastres como o que ocorreu no Haiti.
A publicação destaca ainda que a taxa de transação só foi suspensa uma vez em 2004, após o tsunami na Ásia.
Para cada transação feita com um cartão de débito ou crédito das bandeiras Visa ou Mastercard nos EUA, o comerciante precisa pagar percentual que varia de 1% a 3%, segundo a reportagem.
Em comunicado, a Visa informou que não aplicará taxas, durante fevereiro, em transações destinadas a um grupo seleto de entidades que estão enviando dinheiro e ajuda ao Haiti. De acordo com a empresa, os nomes de tais instituições ainda estão sendo compilados. A companhia disse ainda que doará no mês que vem qualquer renda originada de doações de caridade à crise no Haiti.
A American Express disse que isentará da cobrança da taxa doações feitas por seu cartão de crédito para entidades sem fins lucrativos aprovadas pela empresa e cujos nomes estejam listados no site da US Agency for International Development (USAID).
Já a MasterCard Worldwide disse que liberará da cobrança de taxas as doações feitas por meio de seus cartões dos Estados Unidos direcionadas à Cruz Vermelha Americana, AmeriCares, Unicef, Save the Children e CARE U.S.A.
A Discover informou que também suspenderá algumas taxas, mas não informou detalhes.
G1
