Uma andorinha-azul fez o trajeto entre a Amazônia e o Estado americano da Pensilvânia em apenas 13 dias, surpreendendo cientistas do Canadá, que pela primeira vez conseguiram rastrear toda a rota migratória dessas aves individualmente.

A mesma andorinha-azul tinha levado 43 dias na sua "viagem" de ida – uma distância de cerca de 15 mil km -, quando migra para o sul para evitar o inverno no Hemisfério Norte.

Ao retornar na primavera seguinte, a ave atingiu uma velocidade média de 577 km por dia.

Em um estudo publicado na revista científica Science nesta sexta-feira, os pesquisadores afirmam ter descoberto que essa velocidade chega a ficar entre o dobro e o triplo do que se acreditava até agora.

‘Mochila’

A pesquisa só foi possível graças a um minúsculo dispositivo de rastreamento colocados nas costas dessas pequenas aves, que têm peso médio entre 40 g e 50 g.

A "mochila eletrônica" pesa cerca de 1,5 g, e é normalmente colocada nas patas de pássaros maiores, como os albatrozes.

Até agora, os cientistas estudavam as andorinhas-azuis rastreando o voo de um bando inteiro com radares em distâncias curtas, e analisando seu comportamento nas suas paradas.

Para a atual pesquisa, os biólogos da Universidade de York em Toronto, no Canadá, colocaram os dispositivos de rastreamento em 14 tordos-do-bosque e 20 andorinhas-azuis, em agosto de 2007. Quando recuperaram cinco dos tordos e duas andorinhas em abril de 2008, ficaram surpresos com a velocidade de voo registrada.

Segundo os cientistas, as aves voaram de duas a seis vezes mais rápido na "viagem" de volta do que na ida, o que lhes dá uma vantagem sobre outras espécies na busca por um território propício para se reproduzirem.

BBC

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