Sob um acordo, o morador de Nova York Joel Rakower, 66, declarou-se culpado na quarta-feira de ter contrabandeado quase 40 mil piranhas para os EUA entre 2011 e 2012, de acordo com uma nota do Departamento de Estado, informou a rede de TV CNN.
Segundo a nota, Rakower admitiu que sua companhia Transship Discounts, do Queens, comprou as piranhas de um fornecedor de peixes tropicais de Hong Kong e as enviou para a cidade.
As piranhas contrabandeadas valiam US$ 37.376 – menos de um dólar por peixe – e alegadamente foram revendidas para compradores em vários Estados, disseram promotores. Apenas 850 delas foram recuperadas.
O morador de Nova York instruiu o fornecedor a escrever rótulos falsos dizendo que os peixes agressivos eram em vez disso inofensivos peixinhos de aquário, porque a cidade de Nova York proíbe a posse de piranhas. Nos EUA, 25 Estados proibiram esses peixes, tornando ilegal sua posse ou venda.
Embora tenham como origem o Amazonas e outros rios da América do Sul, as piranhas conseguem sobreviver em águas mais frias, e o governo teme que, se liberados por seus donos quando se tornem muito grandes para um aquário, possam ameaçar pessoas, bichos de estimação e o ecossistema.
Rakower foi "levado pela ganância e pela desconsideração em relação à saúde e a segurança das pessoas ou do meio ambiente", disse o procurador do distrito do Queens Richard Brown, que ajudou a investigar o caso.
Rakower concordou em pagar mais de US$ 70 mil em multas e restituições, e sua companhia ficará sob supervisão por um período de dois anos. Rakower será sentenciado em 24 de abril.
Ig








