Ali Químico, primo e aliado de Saddam Hussein, recebeu nesta segunda-feira (2) sua terceira sentença de morte em uma corte iraquiana, desta vez por seu envolvimento no assassinato e expulsão de muçulmanos xiitas em 1999.

 

Ali Hassan al-Majeed, que ganhou notoriedade por ter usado gás venenoso para matar milhares de curdos em um vilarejo, foi condenado à morte por "assassinato premeditado como um crime contra a humanidade" e por expulsar civis de suas casas.

 

Suas sentenças anteriores ocorreram por planejar uma campanha de genocídio contra curdos na década de 1980 e pelo assassinato de milhares de xiitas em uma sanção severa após a guerra do Golfo, em 1991. Nos dois casos, a execução foi cancelada por disputas políticas.

No caso mais recente, as forças armadas iraquianas foram enviadas a áreas xiitas, sobretudo em Bagdá, para prevenir manifestações depois do assassinato do clérigo xiita Mohammed Mohammed Sadeq al-Sadr.

 

Dos 14 réus, dois outros foram condenados à morte e quatro pegaram pena de prisão perpétua, incluindo Abed Hamid Mahmoud, secretário pessoal de Saddam na época.

 

O tribunal inocentou o ex-vice-primeiro-ministro Tareq Aziz -que também enfrenta outro julgamento por seu suposto envolvimento na execução de dezenas de comerciantes acusados de desobedecer o controle estatal de preços em 1992.

 

O Alto Tribunal do Iraque foi formado em 2003, após a invasão liderada pelos EUA, para julgar membros do governo de Saddam Hussein e é o mesmo que condenou o ex-ditador à morte.

 

Saddam foi executado em dezembro de 2006, após ter sido condenado por crimes contra a humanidade pelo assassinato de 148 homens e jovens xiitas depois de uma tentativa de assassinato, em 1982.

 

Seu irmão e dois outros membros de seu governo também foram executados.

 

G1

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