Três casos de gripe suína foram confirmados na Alemanha, dois deles no estado da Baviera e um em Hamburgo. Há grande precaução nos aeroportos em relação aos aviões que chegam do México.
Segundo informações das autoridades sanitárias, um dos pacientes infectados no estado da Baviera tem quase 40 anos de idade e mora na região de Regensburg. Exames feitos por profissionais do Instituto Robert Koch confirmaram o diagnóstico da gripe suína. Outro caso foi confirmado na cidade de Kulmbach, no mesmo estado. Trata-se de uma mulher de 37 anos. Ambos estiveram recentemente no México.
Regresso do México
Em outras regiões do país, há também casos de pessoas que regressaram do México e apresentam sintomas que levam à suspeita de contaminação com o vírus da gripe suína. Na Renânia do Norte-Vestfália, há três casos de suspeita.
Em Hamburgo, foi confirmado o diagnóstico numa paciente de 22 anos, que havia sido hospitalizada na manhã da terça-feira (28/04) apresentando os sintomas típicos da gripe suína. Ela havia regressado do México no último fim de semana. Depois de desembarcar em Düsseldorf, viajou até Hamburgo, onde vem sendo mantida sob observação em isolamento.
Precaução nos aeroportos
No México, 159 pacientes morreram em consequência da contaminação com o vírus A/H151 nas últimas quatro semanas, declarou o ministro da Saúde do país, José Ángel Córdova. Neste ínterim, foram registrados 2.498 casos no país. Muitas das vítimas já deixaram os hospitais e encontram-se recuperados, enquanto 1.311 pacientes continuam sendo tratados.
Nos aeroportos alemães, as autoridades sanitárias estão preparadas para a chegada de aviões do México. Caso haja passageiros que apresentem sintomas do vírus, a aeronave deverá ser isolada e os envolvidos passarão por exames médicos antes de deixar o aeroporto. Se a suspeita se confirmar, deverão ser isolados imediatamente.
Pânico vai diminuir
O medo generalizado da gripe suína deverá diminuir dentro de poucas semanas, acredita Borwin Bandelow, professor de Psiquiatria em Göttingen. "O grande pânico vai se tornar menor daqui a mais ou menos um mês. Em quatro semanas as pessoas vão se acalmar. É sempre assim", afirma Bandelow.
Especialista em "medos coletivos", o pesquisador estudou a reação da população depois do surto da gripe do frango e dos atentados terroristas do 11 de setembro, entre outros. Segundo ele, a gripe suína causa mais temor por ter surgido "do nada" e parecer incontrolável. "Tudo o que é novo é ameaçador", conclui Bandelow.
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