“Ramires, guerreiro!”. O grito de mais de 60 mil torcedores do Cruzeiro no Mineirão lotado deve ter mexido com o volante, mas não o suficente. Nesta quarta-feira, ele fez o último jogo com a camisa celeste na final da Libertadores, contra o Estudiantes, da Argentina. Los Pinchas venceram por 2 a 1, de virada, e deram fim ao sonho do tricampeonato da Raposa. Ramires esteve longe de ser brilhante, tentou contribuir e se esforçou muito, só que algo estava fora do lugar. O pulmão do time de Adilson Batista não funcionou como antes. Ainda assim, ele vai deixar saudades. Dentro de uma semana, o camisa 8 vai vestir vermelho no Benfica, de Portugal.
Contra o Estudiantes, Ramires começou nervoso em campo, assim como quase todos os jogadores do Cruzeiro. Demorou a entrar no clima. Até os 12 minutos, passou mais tempo às rusgas com Verón do que com a bola nos pés. Recebeu duas pancadas muito fortes do argentino e parece ter sentido. Foi a vingança de “La Brujita” pela cotovelada recebida no Ciudad de La Plata, semana passada, no primeiro duelo.
Depois de um primeiro tempo de esforço, mas improdutivo, voltou do intervalo e errou tudo aquilo que tentou. Não era dia de Ramires, não era dia de Cruzeiro. O vice-campeonato da Libertadores deixou a despedida melancólica, mas não apaga o bom desempenho do jogador em pouco mais de dois anos na Toca da Raposa. Foram dois títulos estaduais, além do Torneio de Verão, do Uruguai. Na saída do gramado do Mineirão, tentou amenizar a frustração de quase 65 mil pessoas no Gigante da Pampulha.
– Não tem o que dizer. É um momento de tristeza para todos nós. Agora é levantar a cabeça – lamentou.
G1








