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Vexame no Mundial de Berlim vai trazer mudanças no atletismo brasileiro

Foi o terceiro Campeonato Mundial sem medalhas do atletismo brasileiro – Stuttgart-1993 e Edmonton-2001-, um Mundial em que o país virou notícia em todo o planeta antes do início da competição por conta dos casos de doping descobertos às vésperas da competição e que tiraram sete atletas da equipe. Um Mundial em que os melhores resultados foram dois quinto lugares, com Fabiana Murer no salto com vara e com a equipe feminina do revezamento 4x100m. Um Mundial que vai representar mudanças.

 

 

No último Mundial, em Osaka, em 2007, Jadel Gregório trouxe uma medalha de prata no salto triplo, a única do país na competição. Em Berlim, Maurren Maggi, campeã olímpica do salto em distância, sofreu com dores nos joelhos e terminou em sétimo. Jadel, oitavo no salto triplo, e o revezamento 4x100m masculino também chegaram à final em Berlim. Vicente Lenilson, Sandro Viana, Basílio de Moraes Jr., José Carlos Moreira, que levaram a vaga depois da desclassificação dos Estados Unidos, ficaram em sétimo na prova em que Usain Bolt conquistou seu terceiro ouro.

– O nosso desempenho não foi satisfatório, nós sabemos disso e entendemos a decepção do público. Algumas reformulações drásticas têm que ser feitas. Mas vamos continuar investindo, vamos buscar treinadores estrangeiros que possam nos ajudar, da mesma forma que aconteceu quando o atletismo brasileiro alcançou seus melhores resultados – afirma o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Roberto Gesta de Melo, que citou arremessos e lançamentos como prioridades por causa da falta de tradição no Brasil. – Nossos treinadores já estão cientes do nosso planejamento e todos concordaram, até porque não poderia ser de outra forma.

O dirigente diz que os casos de doping afetaram o desempenho da equipe brasileira.

– O problema afetou diretamente nosso desempenho nos três revezamentos, que tinham atletas titulares pegos no doping. Além disso, afetou psicologicamente o grupo.

 

Apesar de apontar para novos tempos, a CBAt ainda vai ter de conviver com velhos problemas, como o fato de o velocista Vicente Lenílson ter dito que vai continuar treinando com Jayme Netto, treinador envolvido diretamente nos casos de doping do atletismo brasileiro.

– Eu não entendi essa declaração do atleta e acredito que isso tenha sido feito no calor do evento. Nós vamos conversar, mas não acredito que isso vá acontecer. Nós, da Confederação, e o clube do atleta não iremos aceitar isso – afirma Roberto Gesta.

 

 

Dos atletas brasileiros entre os principais nomes de suas provas, apenas Fabiana Murer no salto com vara disputou o Mundial na forma ideal. Maurren Maggi, Jadel Gregório e Marílson dos Santos vinham de lesões. Ainda assim, chegaram ao Mundial porque acreditavam estar em condições para isso.

 

A rigor, o único resultado a ser celebrado foi o quinto lugar do revezamento feminino 4x100m. Apesar do quarto lugar nas Olimpíadas de Pequim, a equipe não conta com o mesmo prestígio e apoio do revezamento masculino.

– Tomara que isso mude. Mostramos que a mulherada brasileira tem valor também – afirma a velocista Thaissa Presti.

O próximo Campeonato Mundial de Atletismo acontece em 2011, em Daegu, na Coréia do Sul.
 

globoesporte.com

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