m dos muitos apelidos de Detroit, sede do UFC 218 deste sábado, é "Cidade do Renascimento", devido à sua capacidade de se levantar após sucessivas dificuldades. É este mesmo espírito que José Aldo busca demonstrar na luta principal do evento, contra Max Holloway, homem que o derrotou pelo cinturão peso-pena do Ultimate em junho passado. O título estará novamente em jogo na revanche, e um Aldo renovado, de jogo refinado e motivação resgatada, acredita que ele voltará à sua cintura.

Foi no mesmo estado de Michigan, na vizinha Auburn Hills, que o lutador brasileiro recebeu o cinturão peso-pena do UFC em novembro de 2010, quando o finado evento de MMA WEC foi absorvido pelo Ultimate. A cerimônia aconteceu no ginásio que era ocupado na época pelo Detroit Pistons, time de basquete da NBA, que se mudou este ano para a Little Caesars Arena, sede do evento deste sábado. A arena faz parte de um esforço do governo local para revitalizar o centro de Detroit; a cidade, outrora uma das quatro maiores dos EUA, entrou em decadência junto com a indústria automobilística nos últimos 50 anos e declarou falência em 2013. Desde então, uma série de iniciativas vêm recuperando o prestígio e orgulho dos cidadãos locais, e o centro da cidade, onde está localizado o ginásio, é o foco do movimento.

Supersticioso, José Aldo espera que esses ares o inspirem para retomar seu lugar como rei dos pesos-penas. O lutador manauara conta que lembrou de toda a sensação de receber o cinturão logo quando desembarcou novamente em Detroit. Além disso, o brasileiro acredita que a forma como a revanche foi marcada – ele foi escolhido para fazer a revanche contra Holloway cerca de três semanas antes do evento, após uma lesão tirar de ação Frankie Edgar – foi um sinal de Deus.

– Eu já estava com o Dedé (Pederneiras, treinador e empresário) em casa – isso é muita coincidência – aí do nada ele recebeu a mensagem, falei "Meu irmão, eu quero", e foi assim, muito rápido. Fui dormir, estava com o coração acelerado de manhã cedo, já treinando e pensando na luta. Eu não falo muito de Deus, cada um tem sua religião, suas crenças, mas lembro que um dia antes falei, "Cara, se for a vontade de Deus, vou lutar de novo pelo título." E aconteceu muito rápido, foi tipo uma provação. Fico até emocionado de falar assim, porque foi uma coisa muito sinistra, que eu dei e logo em seguida eu recebi, numa conversa com Deus. Eu falei, "Cara, é isso, eu abro mão disso tudo para disputar o título de novo", e foi muito rápido, no outro dia já estava certo. Cheguei no treino e voei, treinei como nunca na minha vida. Eu estou muito, muito confiante. Eu respeito meus adversários sempre, respeito todo mundo, mas a gana que eu estou é insaciável – disse Aldo ao Combate.com.

O brasileiro não está contando somente com as energias do além. Após ser nocauteado por Holloway no terceiro round no UFC 212, em junho, José Aldo foi para os EUA para uma temporada treinando boxe, incluindo um período na renomada academia de Robert Garcia, treinador de diversos campeões mundiais. Isso aumentou bastante a confiança do lutador da Nova União para uma apresentação melhor.

– Ele pode ser striker forte como for, mas desta vez a gente vem totalmente diferente. Eu fiz uma experiência boa com os caras do boxe, isso me ajudou bastante. O que eu vi, ele não tem nem perto daquilo que treinei lá, então pode ter certeza que estou mto tranquilo em relação a isso – comentou.

 

G1
Foto: Divulgação/UFC

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