Na véspera da partida decisiva contra a Espanha, o técnico do Chile, Marcelo Bielsa, colocou ontem o dedo na ferida do adversário.
"A diferença de gols para Honduras deveria ter sido minimamente o dobro do que a Espanha conseguiu. Talvez até o triplo", disse ele, em referência à partida da última segunda, em que os espanhóis bateram os hondurenhos por modestos 2 a 0.
"Não é uma opinião apenas minha, é a de todo mundo. No jogo [da Espanha] contra a Suíça, foi o mesmo", completou Bielsa, em alusão à derrota espanhola por 1 a 0.
A cutucada é parte de uma guerra de nervos entre as duas equipes. O Chile lidera o Grupo H, com seis pontos, porém sua classificação ainda não está assegurada.
Caso perca da Espanha e a Suíça vença a fraca Honduras por ao menos dois gols de diferença, os sul-americanos estarão fora da Copa. Se o Chile passar para as oitavas, os cinco sul-americanos terão obtido a classificação.
A grande dúvida no time de Bielsa é quanto à presença do atacante Humberto Suazo entre os titulares. O treinador argentino não quis confirmar o que pretende fazer, mas deu indicação forte de que Suazo, recém-saído de lesão, pode ficar no banco hoje.
"Faz muito tempo que Suazo não joga uma sequência de partidas oficiais. Isso se resolve jogando ou treinando. Mas é uma situação difícil", declarou. Nesse caso, o mais provável é que o ataque chileno tenha Valdivia, Gonzalez e Sanchez.
Bielsa prometeu uma equipe ofensiva, tentando prender a bola e sem se intimidar com as estrelas adversárias.
"Faz tempo que jogamos do mesmo modo, querendo superar o adversário, protagonizando a partida. Não vou mudar a estratégia habitual", declarou o argentino.
Questionado se teria interesse em segurar um empate, respondeu que não. "Apostar em empate é mais difícil do que tentar ganhar", disse.
Há possibilidade de os chilenos serem os adversários do Brasil nas oitavas de final, o que ocorrerá se ficarem em segundo no Grupo H e a equipe de Dunga confirmar o favoritismo hoje, contra Portugal. No entanto Bielsa não quis fazer prognósticos.
"Tenho suficiente preocupação com o jogo de amanhã [hoje] para me preocupar com o Brasil."
Folha Online








