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Sem o patrocínio da Caixa, clubes estão preocupados com altas taxas do Paraibano

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O Tribunal de Contas da União divulgou um acórdão definindo que é irregular o patrocínio de empresas estatais aos clubes de futebol e federações, se estendendo também a outros esportes. O relator do acórdão foi o paraibano Vital do Rêgo. O futuro presidente da República, Jair Bolsonaro, já declarou que é também contra qualquer patrocínio de empresas estatais para o esporte, o que complica ainda mais a situação. Na Paraíba, a medida vai atingir de cheio a Federação Paraibana de Futebol e por tabela os clubes.

 

Este ano, a FPF assinou um convênio com a Caixa, no valor de R$ 500 mil, para o Campeonato Paraibano de Futebol. A verba foi investida na premiação dos clubes no campeonato e arbitragem, que antes eram despesas dos clubes, e alguns alegavam que não tinham condições financeiras para arcar com certas despesas, por falta de patrocínio e as rendas dos jogos, que não eram suficientes para honrar os compromissos.

 

Antes mesmo da decisão do TCU, e endossada pelo futuro presidente da República, a Federação Paraibana de Futebol já tinha colocado no regulamento do próximo Campeonato Paraibano de Futebol, aprovado pelos clubes no conselho arbitral, uma taxa de administração e mais despesas, como arbitragem e exames antidoping para o clube mandante de cada jogo.

 

O artigo 14 do regulamento da competição diz o seguinte: “os pagamentos referentes às despesas com arbitragem e exames antidoping serão descontados da renda bruta das partidas, e os correspondentes pagamentos serão efetuados pelos respectivos clubes mandantes, através do Delegado Financeiro da partida. A FPF determinará a realização de exames antidoping em qualquer partida, bem como, naquelas partidas solicitadas pelos clubes.

 

No artigo 15, a situação fica ainda mais cruel para os clubes paraibanos, já que é exigido uma taxa de administração muito alta para as finanças dos clubes considerados de médio e pequeno porte. O texto é o seguinte: “o clube detentor do mando de campo pagará taxa de administração à FPF de R$ 2.500,00 (Dois mil e quinhentos reais) até 2 (dois) dias antes da realização da partida. No caso de descumprimento de qualquer das obrigações financeiras, o clube perderá o mando de campo da partida seguinte, além de ter o débito informado ao TJDF-PB para as providências cabíveis”.

 

 Em contato com alguns dirigentes de clubes que vão participar do Campeonato Paraibano, a reportagem constatou que a maioria não sabe ainda das exigências financeiras contidas no regulamento da competição do próximo ano. Alguns deles, por exemplo, ficaram surpresos e consideram muito alto os custos para a realidade dos clubes do Estado.

Para o presidente do CSP, Josivaldo Alves, a taxa de R$ 2.500,00 reais é a mesma deste ano, só que os clubes se reuniram com o presidente da FPF, na época, Amadeu Rodrigues, e ficou em R$ 1.200,00 com os clubes se responsabilizando pelo pagamento da ambulância.

 

“Temos que conversar com a presidente e chegarmos a um acordo. Não podemos arcar com uma taxa desta e ainda por fora pagar a ambulância. Temos que nos reunir com a presidente para explicar a situação”, disse o dirigente.

 

Josivaldo Alves também não concorda com o pagamento de exame anti-doping, se o clube não solicitar. “Sempre, o clube que, por ventura, desconfie do adversário e queira o exame, que pague. Acho normal, porque é uma despesa extra. Mas se eu não solicitei e a FPF resolva fazer, que a despesa seja da federação. Este é mais um assunto que vamos discutir com a presidente”, afirmou Josivaldo.

 

Redação

 


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