Por pbagora.com.br

Não foi desta vez que o Botafogo encantou. Mas pelo menos conquistou um bom resultado no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. Com os 2 a 0 sobre o Emelec, no Engenhão, nesta quarta-feira, o Alvinegro acendeu esperança de reação nos poucos torcedores que compareceram ao estádio.

 

Com o placar construído em casa, o Botafogo vai a Guaiaquil, na próxima quarta-feira, podendo perder por 1 a 0 e, ainda assim, se classificar para as quartas de final. Caso o time equatoriano devolva o placar do jogo de ida, a decisão será nos pênaltis. Antes do compromisso internacional, o Alvinegro receberá o Vitória, no Engenhão, neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro.

 

Como tem sido comum nas últimas partidas, o Botafogo começou disperso, principalmente seu sistema defensivo. Logo a um minuto, Wellington e Emerson fizeram uma sequência de lambanças, mas Rojas não conseguiu aproveitar a oportunidade, frente a frente com Jefferson.

 

Os dois times, que pouco se conheciam, mostravam-se cautelosos. O Botafogo tomava a iniciativa do ataque, mas esbarrava nas suas limitações e, muitas vezes, na falta de objetividade, com toques para os lados. Além disso, os laterais Thiaguinho e Gabriel sequer conseguiam dar sequência às jogadas.

Aos poucos, o Emelec foi se acomodando na partida, e, com pouca qualidade para chegar ao ataque, tentava garantir o empate. Não demorou muito para que o goleiro Elizaga demorasse a repor a bola. Foi advertido, mas não punido com cartão pelo árbitro paraguaio Carlos Galeano.

As raras e melhores chances do Botafogo eram de Renato, que, apesar de ser um meia de origem, aparecia com frequência no ataque, assim como explicara o técnico Estevam Soares ao justificar a opção pelo jogador. André Lima atuava mais como um pivô e exagerava nas quedas dentro da área, reclamando de pênalti.

Numa das poucas vezes em que apostou na velocidade, o Botafogo abriu o placar, aos 46 minutos, exatamente com Renato, que já havia desperdiçado duas boas chances. Lucio Flavio roubou a bola no meio-campo, avançou e tocou para Gabriel no lado direito. O lateral acertou o cruzamento certeiro na cabeça de Renato, que entrou em velocidade e foi preciso na conclusão.

 

No segundo tempo, André Lima faz gol da tranquilidade alvinegra

 

Na volta para o segundo tempo, o Botafogo manteve a rotina da dispersão, e o Emelec tentou se aproveitar disso para buscar o ataque, principalmente usando o seu lado direito. Mais por suas falhas do que por mérito do adversário, o Alvinegro chegou a levar sufoco, mas em um lance a equipe garantiu sua vitória.

Após cruzamento pela direita, a bola passou por toda a área do Emelec e caiu nos pés de Juninho, que cruzou com perfeição para André Lima. O atacante subiu dividindo com um marcador e cabeceou no canto esquerdo de Elizaga, aos 18 minutos. Assim, o camisa 9 acabava com jejum de um mês (seis partidas) sem balançar a rede.

 

Com o placar favorável, o técnico Estevam Soares optou por poupar alguns jogadores, já pensando no próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro. Jônatas acusou dor muscular e deixou o campo para a entrada de Fahel. O meia deixou o campo aplaudido, e o treinador foi chamado de burro por uma parte dos torcedores.

 

A implicância se justificou por pouco tempo. Em seu primeiro lance, Fahel tentou um cruzamento pela direita e chutou bisonhamente. A partir de então, foi vaiado. Sua situação piorou depois que arriscou uma conclusão para o gol – a bola passou longe.

 

A última vibração do torcedor foi aos 41 minutos, quando Lucio Flavio deu belo passe para Ricardinho, que acertou a trave direita de Elizaga. O Botafogo ainda insistiu, mas não conseguiu ampliar a vantagem.

 

 

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