O anúncio será feito apenas quinta-feira à noite, às 21 horas, horário de Londres (18 horas de Brasília), quando oficialmente a equipe Honda passará a se chamar Brawn F-1, conforme o acordo costurado entre os dirigentes da montadora e o engenheiro inglês Ross Brawn, o novo proprietário da escuderia. Mas já é possível afirmar que Rubens Barrichello, o piloto de maior longevidade na Fórmula 1 e duas vezes vice-campeão do mundo (2002 e 2004), é o escolhido de Brawn. Rubinho e Bruno Senna disputavam a preferência do ex-diretor-técnico da Ferrari.

Rubinho está em Brackley, Inglaterra, cidade onde se encontra a sede da Brawn F-1, na realidade a mesma da Honda, em breve sob nova direção. Como sempre faz enquanto não há ainda informação oficial do time, Rubinho evitou, nesta segunda-feira, falar a respeito de seu destino profissional. A própria Fórmula 1 o dava como carta fora do baralho, depois da corrida do Brasil do ano passado, de 268 GPs e 16 temporadas na competição, apesar do interesse explícito de continuar no mundial 1 demonstrado nas entrevistas.
 

"Estou muito feliz com a minha fé", disse, nesta segunda, Rubinho, em entrevista exclusiva ao O Estado de S. Paulo. "E minha fé diz que na semana que vem estarei guiando um carro competitivo nos testes de Barcelona, embora não tenha nenhum documento na mão que me garanta isso."

 

Sem dar maiores detalhes do que está em curso, Rubinho confirmou apenas o encontro com Ross Brawn. Os dois trabalharam juntos na Ferrari de 2000 até o fim de 2005, quando o brasileiro buscou novos desafios e se transferiu para a Honda.

 

Nos seis anos de convivência na Ferrari, Brawn aprendeu a confiar na sensibilidade de Rubinho para desenvolver o carro e ajudar a equipe a conquistar o Mundial de Construtores, já que o de Pilotos a responsabilidade maior era de Michael Schumacher. Esse foi o fator decisivo para decidir-se por Rubinho que insistiu, ontem, em não deixar a notícia escapar: "Vivi quatro meses de espera e não vou comemorar antes de cruzar a linha de chegada", frisou.

 

"Sem poder testar durante o campeonato, como manda o atual regulamento, será importante contar com pilotos experientes", afirmou Brawn, ainda quando não se sabia nem se a Honda seria repassada a alguém na Fórmula 1. Mas a dica já havia sido dada. Bruno Senna, apesar do ótimo treino de dezembro em Barcelona, bem como o de Lucas Di Grassi, perdeu a vaga por nunca ter guiado ainda um carro de Fórmula 1 além daquele teste.

 

Quinta-feira Brawn anunciará os pilotos, o planejamento para o restante da pré-temporada – de apenas quatro dias de testes – e também como o projeto será mantido financeiramente. O silêncio de Brawn se justifica: como só depois das 21 horas será legalmente o mais novo dono de equipe, prefere não falar.

 

O carro da Brawn F-1 está pronto. Jenson Button faz sexta-feira, em Silverstone, o shakedown do modelo equipado com motor Mercedes. Button é o outro piloto da equipe e comenta-se que defendia a candidatura de Rubinho para a vaga, apesar de ter perdido a disputa com o companheiro no ano passado na Honda. Rubinho somou 11 pontos diante de 3 de Button.

 

Os dois vão trabalhar juntos de novo de 9 a 12 no Circuito da Catalunha, em Barcelona, no último teste coletivo da F-1 antes do embarque dos carros para a abertura do Mundial. "Se eu mesmo irei pilotá-lo, como me diz a minha fé, desde já acredito que faremos um bom campeonato", comentou Rubinho. "Conheço a capacidade do Ross Brawn, como ele interfere com ideias que tornam o carro mais veloz."

 

O modelo utilizado pela Honda no ano passado não foi concebido pelo grupo dirigido por Brawn, como agora com o projeto do seu time. A F-1 terá 20 carros no grid este ano e o Brasil, três representantes: Felipe Massa (Ferrari), Nelsinho Piquet (Renault) e contra todas as previsões, Rubens Barrichello (Brawn F-1).

 

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