A direção é inflexível quando aborda a possibilidade do retorno do meia Roger ao Grêmio. Sem rodeios, o diretor de futebol Luiz Onofre Meira acha que o jogador não se encaixa no perfil do time a ser montado para 2010. E ainda bloquearia o crescimento de Douglas Costa. Direto de Doha, no Qatar, onde atua desde julho de 2008, o ex-gremista adota uma posição mais política.
– Da outra vez falaram o mesmo. Virei ídolo da torcida em seis meses. Gostaria de voltar, sim. A iniciativa teria que partir do Grêmio – afirmou.
Seu desejo de retornar, divulgado terça-feira pelo jornal Zero Hora, virou tema de discussão entre torcedores em enquetes realizadas por emissoras de rádio. A esmagadora maioria gostaria de ver novamente o jogador com o uniforme tricolor.
A torcida enxerga nele a qualidade técnica que faltou ao time na Libertadores e no Brasileirão. Criticam a intransigência de Meira e acusam o dirigente de cometer agora o mesmo erro de não ter contratado Marcelinho Paraíba, do Coritiba, ou Gilberto, do Cruzeiro.
Na verdade, a volta não seria possível antes de junho de 2010, quando se encerra o contrato com o Qatar FC. Roger explica que a liberação só se daria mediante o pagamento de uma multa rescisória milionária de ambos os lados. A partir de janeiro, porém, ele poderá assinar um pré-contrato com qualquer outro clube. De preferência, o Grêmio, que só precisaria bancar seus salários.
– Adoraria voltar, é um sonho que tenho. Me fez muito bem estar aí. Convivi muito bem com todos, do roupeiro ao fisioterapeuta. Gostaria de sentir novamente o ambiente favorável. Se ficou algum rancor por minha saída, não posso fazer nada – disse o jogador, que receberá a esposa Deborah Secco na próxima semana para as festas de fim de ano.
Roger chegou a propor ao Grêmio que renovasse seu contrato por dois anos. Como a direção pediu tempo, optou pela segurança do Qatar.
Em Doha, só a solidão o incomoda. Roger sente falta da família, dos amigos e do “friozinho na barriga de um estádio lotado”. A chegada do inverno o alegra, o que pode parecer contraditório para um carioca. Ocorre que, a partir de agora, ele já não sofrerá tanto com as temperaturas que beiram os 40°C.
– Minha mulher adora Porto Alegre, fez muitas amizades aí. Estou com 31 anos. Quem sabe assino um contrato por dois anos com o Grêmio e encerro aí a minha carreira? Mas não vou forçar nada, não faz parte da minha índole.
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