O presidente do CSP de João Pessoa, Josivaldo Alves, está inconformado. Ele e o clube vão ser julgados na próxima quarta-feira pela Terceira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O dirigente pode ser punido com até 720 dias de suspensão e com multa de até R$ 100 mil. Já o clube por ser excluído da competição de que esteja participando no momento da decisão (atualmente, o time disputa o Campeonato Paraibano). Para Josivaldo, "estão querendo prejudicar o CSP sem explicação".
Presidente e clube vão ser julgados em consequência do imbróglio envolvendo a participação do time na Copa do Brasil deste ano. Depois de se tornar campeão da Copa Paraíba Sub-21 de 2012, o time se credenciou para representar a Paraíba na competição nacional. Acontece que o Regulamento Específico de Competição (REC) da Copa do Brasil prevê que seletivas estaduais tenham pelo menos quatro times na disputa, mas a Copa Paraíba só teve três. Quando a irregularidade se tornou pública, o Sousa, vice-campeão paraibano de 2012, conseguiu a exclusão do CSP e ganhou sua vaga na competição nacional.
Como a decisão havia sido em última instância na justiça desportiva brasileira, o CSP recorreu à justiça comum e conseguiu uma liminar que cancelou a estreia do Sousa contra o Coritiba horas antes do jogo. Dias depois, o time sousense conseguiu derrubar a liminar, entrou em campo contra o Coxa e foi eliminado logo na primeira partida. O CSP, agora, além de não ter participado da Copa do Brasil, ainda pode ter que desembolsar uma grande quantia em dinheiro, além de ser expulso do Campeonato Paraibano, no qual faz boa camanha, e ter seu presidente suspenso por dois anos.
– Considero isso como sendo mais uma forma de abalar o trabalho que vem sendo feito no CSP. A gente é que foi prejudicado, ficando de fora da Copa do Brasil, mas parece que pensam que nós é que estamos prejudicando. Porque ficamos de fora da competição e ainda estamos sendo julgados só porque não concordamos com a decisão deles (STJD) e recorremos. Estamos brigando pelo nosso direito – comentou o presidente do clube, Josivaldo Alves.
De acordo com o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, que é o autor da denúncia, o mandatário do CSP vai ser julgado por ter cometido três irregularidades. Ele teria "ofendido a honra do Tribunal" ao dizer que o STJD agiu na "calada da noite", ao decidir pela exclusão do time de João Pessoa e pela inclusão do Sousa na Copa do Brasil. Também por "inserir declaração falsa em ação desportiva", quando disse que o clube não teve direito a resposta no julgamento que excluiu o clube da competição nacional. E, por fim, por ter conversado com o presidente da CBF, José Maria Marín, para negociar o retorno do CSP à competição ou ser ressarcido dos prejuízos financeiros, o que configuraria, segundo o procurador, ato de corrupção.
– Queria saber de onde veio essa raiva toda. Só por que discordamos de uma decisão? Se um pai souber que seu filho discorda da sua opinião, vai colocá-lo para fora de casa? Isso não existe. Vivemos em uma democracia. O coronelismo já acabou – esbravejou Josivaldo
Já a acusação contra o CSP é de que o clube desrespeitou o Regulamento Geral de Competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que pede aos clubes para acatarem quaisquer decisões da justiça desportiva. A diretoria do Alviceleste recorreu à justiça comum após decisão final do STJD.
– Se não cabia mais recurso, tínhamos que ir à justiça comum. Não concordamos com a forma que eles (STJD) julgaram e fomos atrás dos nossos direitos – resumiu Josivaldo.
De fato, quando o STJD decidiu em julgamento excluir o CSP da Copa do Brasil e dar a vaga ao Sousa, não havia mais como o clube pessoense recorrer em qualquer instância desportiva no Brasil. Mas de acordo com Paulo Schmitt, se o Tigre, como é conhecido o clube paraibano, quisesse ir adiante com a tentativa de reverter a situação, teria que ter recorrido ao Tribunal Arbitral do Esporte, que tem sede na Suíça.
Agora, Josivaldo Alves e o CSP vão ser réus do julgamento da próxima quarta-feira, no qual serão defendidos pelo advogado Alexandre Araújo Cavalcanti.
– Queira Deus que a gente possa se defender de maneira legal e que a verdade apareça. Quero que entendam que não estamos tentando prejudicar ninguém, que apenas estamos lutando pelo nosso direito, que foi conquistado dentro de campo – finalizou o presidente do Tigre, acrescentando que espera que a justiça seja feita e que vai cumprir qualquer que seja a determinação do STJD.
G1
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