Na quinta-feira (06), a Federação Paraibana de Futebol realizou uma palestra com o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, o ex-árbitro Leonardo Gaciba, que concedeu entrevista coletiva e falou com os árbitros da FPF. O dirigente fez questão de frisar que a entidade que gere o futebol do país está a par do que acontece no estado após os desdobramentos da Operação Cartola, que investigou diversos árbitros do quadro local – mas só um foi punido e afastado, Renan Roberto.

De acordo com Leonardo Gaciba, a nova escola de arbitragem e a chegada de profissionais renomados e experientes para apitar pela FPF são atitudes da CBF para trazer de volta a credibilidade para os profissionais do estado. “Acredito que a CBF deixou bem claro, até quando eu não estava, quando aconteceu a intervenção, o apoio que está dando nessa renovação a arbitragem da Paraíba, como a chegada do Wagner Reway, o Marcelo Aparecido, trazendo uma conduta ética boa com esses profissionais. Não se faz isso da noite para o dia. De dois em dois meses viemos aqui com instrutores para apoiar a escola de arbitragem, os dirigentes retos, com conduta perfeita. Estou lutando para que a gente tenha um sistema anti-corrupção dentro da comissão de arbitragem. Minha vinda até aqui faz parte disso. Estamos fazendo uma turnê pelo país para mostrar que é um país e um arbitragem. Fiz questão de colocar a Paraíba no meu roteiro, e pretendo voltar para acompanhar o processo de recuperação da arbitragem paraibana”, comentou.

Sobre o pedido de mudança de arbitragem da partida entre Nacional de Patos x Botafogo-PB, solicitada pelo clube sertanejo com a alegação de que o árbitro Diego Roberto e o quarto árbitro Tiago Ramos, escalados para a peleja, foram investigados pela Operação Cartola, e afirmando que o primeiro fazia parte da organização criminosa, mesmo absolvido pela justiça, e que foi aceito pela FPF, situação repudiada pelo Sindicato dos Árbitros da Paraíba, Gaciba preferiu ser político.

O ex-juiz alegou que os profissionais precisam ser preservados, mesmo sem condenação, e afirmou respeitar a postura do sindicato, apesar de pensar diferente. “Temos um problema muito sério com a arbitragem que não adianta ser honesto, tem que parecer honesto. Por natureza, é complicado o árbitro ir para o campo. Com uma reclamação prévia, a probabilidade de dar problema é muito grande. Talvez não seja uma punição ao árbitro, e sim uma prevenção. É complexa a questão. Acima de tudo, como dirigentes, temos que pensar no futebol como um todo e pensar na preservação destes árbitros que estão aí. Nem sempre as ações que são feitas são enxergadas com a conotação por quem está de fora. Nós respeitamos a colocação do sindicato”, afirmou.

 

Redação

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