O primeiro-ministro do togo, Gilbert Houngbo, se declarou contra a decisão de jogadores da seleção de futebol do seu país e disse que o grupo deve voltar para casa e não deve competir na Copa Africana de Nações, o maior torneio do continente. A declaração foi feita dois dias após o ataque desta sexta-feira (8) do grupo separatista Forças de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) contra o ônibus que viajava a delegação de futebol para disputar o campeonato.
"Se um time ou algumas pessoas se apresentarem sob a bandeira togolesa, vai ser uma falsa representação", disse o premiê. No ataque, o assessor de imprensa do time, o auxiliar técnico e o motorista do veículo morreram.
Mais cedo, a equipe de futebol do Togo decidiu jogar na Copa Africana de Nações, segundo jogadores. A equipe chegou a declarar que abandonaria o torneio, mas o meio-campista, Alaixys Romao, afirmou ao jornal francês "L’Equipe", no fim da noite de sábado (9), que o time concordou em permanecer na Copa e vai ficar na província angolana de Cabinda para o primeiro jogo da equipe do Grupo B contra Gana, na próxima segunda-feira (11). "A decisão foi tomada por unanimidade", disse Romão.
Além das três mortes já foram confirmadas, o goleiro Kodjovi Obilalé, que atua pelo GSI Pontivy (FRA), sofreu uma lesão neurológica e ficará internado sob tratamento intensivo. O jogador corre o risco de ficar paraplégico.
Alerta e ataque
Segundo uma autoridade ligada ao futebol africano, a seleção do Togo foi advertida a não viajar de ônibus para a província angolana de Cabinda.
O ataque ocorreu cinco meses antes de a vizinha África do Sul sediar a Copa do Mundo, tornando-se o primeiro país do continente a organizar o evento.
Virgilio Santos, uma autoridade do COCAN, o comitê organizador da Copa Africana de Nações, disse ao jornal "A Bola" que nenhum time deveria viajar de ônibus por Angola.
"Pedimos que todas as delegações nos informassem quando chegariam e fornecessem os números de passaportes de seus jogadores. Togo foi o único time que não respondeu e não informou o COCAN que estava vindo de ônibus", afirmou Santos.
"As regras são claras: nenhuma seleção deve viajar de ônibus. Eu não sei o que os levou a isso."
Copa do Mundo
O ex-técnico do Togo Otto Pfister afirmou que o ataque prejudica a Copa do Mundo na África do Sul.
"Isso é um grande golpe para a África. Obviamente isso será diretamente ligado à Copa do Mundo agora", disse Pfister à agência de notícias esportiva alemã SID.
O capitão e astro da equipe togolesa, Emmanuel Adebayor, que estava no ônibus mas escapou sem ferimentos, concordou que o ataque prejudica a imagem africana.
"Continuamos repetindo que, África, nós temos que mudar nossa imagem se quisermos ser respeitados e, infelizmente, isso não está acontecendo", disse Adebayor à BBC. "Muitos jogadores querem desistir (do torneio). Eles viram a morte e querem voltar para suas famílias."
Qualquer repercussão do ataque será observada de perto pela África do Sul, que gastou pelo menos 13 bilhões de rands (R$ 3 bilhões) em novos estádios e infraestrutura para a Copa.
G1
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