O atacante Hulk, do Zenit St. Petersburg e da Seleção Brasileira, adotou um tom político ao comentar a possível convocação de Diego Costa, brasileiro do Atlético de Madrid, para a seleção espanhola. Os dois chegaram a atuar juntos pelo Brasil ainda em 2013, nos amistosos contra Itália (2 a 2) e Rússia (1 a 1) em março. Mantido na lista do técnico Luiz Felipe Scolari, e concorrente direto pela vaga em questão, Hulk se apresentou nesta terça-feira em Seul para os amistosos contra Coreia do Sul (dia 12) e Zâmbia (dia 14).

Ao ser questionado sobre a situação do atacante brasileiro, Hulk pensou, gaguejou, até encontrar uma resposta adequada. "A gente não sabe o que falar. Só ele mesmo para falar da situação", disse o atacante do Zenit, em tom elogioso, isentando-se de influência na decisão. "Diego Costa é um grande jogador. Se vier a se naturalizar espanhol, vai ser um jogador para a seleção da Espanha. Também é um grande jogador para a Seleção Brasileira. Cabe a ele decidir isso", completou.

Nas últimas semanas, Diego Costa vem dando indícios de ter escolhido uma chance na seleção da Espanha, aguardando apenas o aval da Fifa e a convocação do técnico Vicente del Bosque para vestir a camisa dos atuais campeões do mundo. Na imprensa espanhola, até mesmo os fones de ouvido do jogador – que antes traziam a bandeira do Brasil, e agora aparecem sem adesivos – são encarados como indício da opção do atleta.

O astro do Zenit St. Petersburg afirmou ainda que chegou a ver especulações que o ligavam à seleção de Portugal no período em que defendia o Porto, entre 2008 e 2012. Entretanto, segundo ele, chegar à Seleção Brasileira sempre foi um objetivo em sua carreira, o que ajudou a evitar que tivesse que tomar decisão semelhante à que Diego Costa mostra ter tomado.

"Nunca passei por essa pressão. É uma situação difícil. Houve alguns rumores quando eu estava no Porto ainda, antes de chegar à Seleção Brasileira. Mas eu sempre o tive o sonho de chegar à Seleção. Graças a Deus, cheguei", disse Hulk, que não afirma com certeza se aceitaria ou não o convite para atuar por outra seleção antes de ganhar as primeiras chances com Dunga, então técnico da Seleção ainda em 2009.

"É difícil de falar. Acho que não. Sempre tive um sonho. Desde que virei jogador profissional, sempre tive o sonho de chegar à Seleção Brasileira, sempre tive esse objetivo. Graças a Deus, alcancei", acrescentou.

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