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Palmeiras e Vasco, os reis dos empates

Equipes empatam em jogo fraco e fazem jus aos apelidos: Verdão chega a 11 empates no Brasileiro, seguido de perto pelos cariocas, com dez

O que esperar de um jogo entre dois times considerados os ‘Reis dos empates’? Palmeiras e Vasco não saíram do zero neste domingo à tarde, no Pacaembu. São as equipes que mais igualaram seus marcadores durante o Brasileirão. Antes do jogo deste domingo, eram dez empates para o Verdão e nove para o Vasco. Agora, o placar está 11 a 10. O Pacaembu viu um jogo fraco, cheio de erros de passes e de finalizações. Muita correria e nenhuma inspiração.

O Verdão vai a 26 pontos, mais perto da zona de rebaixamento do que do G-4. O Vasco tem 28 e, por enquanto, é o oitavo colocado.

Vasco domina, mas não consegue concluir

O técnico Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, planejou um time mais solto, com três atacantes. Escalou Ewerthon aberto pelo lado direito, Luan bancando o ponta esquerda e Kléber centralizando, abrindo espaços, chamando a marcação. Parecia que esse era o caminho para o Verdão. Sobretudo em investidas pelo lado direito, com Ewerthon caindo às costas de Jumar, aquele mesmo: volante que passou pelo Verdão e que, neste domingo, atuou improvisado como lateral-esquerdo. Às suas costas, uma avenida.

Só que uma mexida simples do vascaíno PC Gusmão acabou com a estratégia de Felipão. O volante Nilson foi transferido para a lateral-direita. O Vasco, então, passou a ter uma forte linha de quatro jogadores atrás. Luan, bem vigiado por Nilton, mal pegava na bola. Quando pegava, tinha dificuldades para dominá-la. Kléber, isolado, passou a voltar demais para armar o jogo. Longe da área, ele não funciona. Pelo lado direito, Ewerthon continuava com espaços, mas a bola não chegava. Isso porque o Verdão não tinha articulação de jogadas: Tinga e Márcio Araújo, que poderiam se revezar na armação, foram bem marcados.

Dessa forma, o Vasco tinha o jogo sob controle. Teve a posse de bola (57% a 43%), criou mais jogadas, finalizou mais: 7 a 3. Isso não quer dizer, porém, que a equipe de São Januário foi perigosa. A não ser por uma defesa de Deola em chute de Nunes, aos 11 minutos, o Vasco rondou mais a área verde, sem ser efetivo. Zé Roberto tinha dificuldades com a marcação alviverde. Éder Luis tinha alguma liberdade e se infiltrava pelo meio. Arriscou alguns chutes, mas não acertava o alvo. Faltou um pouco mais de capricho para os vascaínos.

A torcida palmeirense, impaciente, começou a cobrar Felipão. Um torcedor, sentado no setor de cadeiras sociais do Pacaembu, resumiu o sentimento dos alviverdes:

– Felipão, tira o Luan, tira o Rivaldo. Tira todo mundo logo!

Já aos 24 minutos de jogo, vendo que o Vasco era melhor, os palmeirenses começaram a pedir Valdivia. A cada passe errado do Verdão, o nome do chileno era entoado em coro.

Valdivia entra, mas jogo não muda

Felipão atendeu aos pedidos das arquibancadas. Tirou Luan, que não simplesmente não funcionou no primeiro tempo, e colocou Valdivia em campo. O Palmeiras apresentou ligeira melhora. Os passes começaram a sair. O chileno se aproximava bem de Kleber e Ewerthon, as tabelas passaram a acontecer. Aos 7, Ewerthon recebeu de Márcio Araújo, arrancou, passou para Valdivia, recebeu dentro da área e chutou de primeira. A bola passou muito perto da trave direita.

Parecia que o Palmeiras havia despertado. Mais uma vez, porém, PC Gusmão pensou rápido. Tirou Felipe Bastos e colocou Romulo em campo. Reforçou a marcação no meio e separou Valvidia dos atacantes. O Vasco voltou a ter a bola. No entanto, como no primeiro tempo, a equipe da Colina apesar de rondar a área adversária, não conseguia ameaçar efetivamente o gol defendido por Deola. No fim, um empate melancólico e justo para o que aconteceu em campo.

O Palmeiras volta a campo na próxima quarta-feira, quando enfrentará o Grêmio, às 19h30m, no estádio Olímpico, em Porto Alegre. O Vasco, na quinta-feira, recebe o Avaí, às 21h, no estádio São Januario, no Rio.

 

 

 

G1

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