Por pbagora.com.br

 Maior jogador da história do basquete brasileiro, o ex-jogador Oscar Schmidt sofreu uma arritmia cardíaca e está internado desde a noite de terça-feira no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Desde 2011, o Mão Santa, de 55 anos de idade, luta contra um câncer no cérebro. Mas essa internação, segundo o médico Marcos de Queirós Teles Gomes não tem qualquer relação com a doença que é tratada com afinco pelo astro nacional. Oscar não corre risco e está sob observação médica.

– Eu visitei o Oscar no hospital e trata-se de um problema cardiológico e não neurológico. Portanto, não tem nada a ver com o tumor na cabeça do Oscar. Ele está ótimo e bastante animado – afirmou o médico responsável pelo tratamento do câncer de Schmidt.

De acordo com o neurologista, a internação seria mesmo pra saber as causas orgânicas da arritmia. Por conta do episódio, Oscar teve de cancelar uma série de palestras que ele faria em Manaus nesta semana. A viagem estava programada para quinta-feira. Mas, por precaução, o ex-atleta vai ficar em São Paulo, mesmo que receba alta.

Em 2002, em plena atividade, Oscar sofreu uma arritmia cardíaca durante os playoffs do Campeonato Estadual do Rio, mas se recuperou e acabou levando o Flamengo ao título carioca daquela temporada.

Oscar é considerado um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos. O ex-atleta é o recordista mundial de pontos, com 49.703, superando o americano Kareem Abdul-Jabbar. O recorde é extraoficial, pois não havia súmulas de todos os jogos de Oscar no Brasil. Em setembro do ano passado, o brasileiro foi eternizado ao entrar no Hall da Fama do basquete de Springfield, em Massachusetts, nos Estados Unidos.

O Mão Santa foi o líder de um dos maiores feitos do basquete mundial. Em 23 de agosto de 1987, o Brasil foi campeão dos Jogos Pan-Americanos ao bater os Estados Unidos em Indianápolis, casa dos americanos, na final.

Oscar também foi bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas. O ex-jogador participou de cinco Olimpíadas (Moscou, Los Angeles, Seul, Barcelona e Atlanta). A melhor colocação do Mão Santa com a seleção brasileira foi um quinto lugar, em Barcelona, 1992, e Seul, 1988.

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