As trajetórias de Ronaldo e Neymar são parecidas, pelo menos no início (afinal o santista tem apenas quatro jogos pelo Peixe). A ponto de o Fenômeno se enxergar no garoto que começa a encantar santistas e não-santistas. Quando o maior artilheiro das copas chegou ao Cruzeiro, em 1993, já tinha status de estrela, tratado com todo cuidado nas categorias de base da Raposa. O mesmo acontece com o garoto do Santos, que chegou ao clube em 2004 cercado de privilégios. Neste domingo, esses dois jogadores, de gerações diferentes, estarão frente a frente no Pacaembu. O consagrado e experiente Ronaldo, um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro, defende o Corinthians. O promissor Neymar, considerado o sucessor de Robinho, veste a camisa 7 do Santos.

O clássico começa às 16h (horário de Brasília) e o GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real, com vídeos exclusivos. A TV Globo transmite ao vivo.

 

Ronaldo e Neymar começaram no futebol de salão, mas em épocas bem diferentes. O Fenômeno nasceu em 22 de setembro de 1976, dezesseis anos antes de Neymar, que veio ao mundo em 5 de fevereiro de 1992. Quando Ronaldo começava a se consagrar fazendo parte do grupo que conquistou a Copa de 1994, nos Estados Unidos, com apenas 17 anos, Neymar ainda era um bebê, que havia começado a andar três meses antes, em Mogi das Cruzes, cidade da Grande São Paulo, onde seu pai jogava futebol por um time local.

– Nessa época, o Neymar já se interessava por bola. De todos os tamanhos. Se eu comprava uma pequena, ele queria também a grande. Tinha um ou outro boneco, uns carrinhos, mas gostava mesmo era da esfera! – comenta Neymar da Silva Santos, pai da joia santista.

Apesar de gostar de bola, Neymar só começou a pensar mais seriamente em futebol aos seis anos, em 1998. Enquanto Ronaldo disputava o seu segundo mundial, na França, dessa vez como titular, Neymar, já morando em Santos, começava a jogar futebol de salão no Clube de Regatas Tumiaru, em São Vicente.

– A Copa de 1998 é a primeira que o Neymar tem alguma lembrança. Ele já era fã de Ronaldo e sempre que marcava um gl no salão, gritava ‘É de Ronaldinho’.

Neymar sempre foi fã do Fenômeno. Tanto que, em 2002, quando foi eleito o melhor pivô do estado de São Paulo em sua categoria, Neymar chegou a cortar o cabelo no estilo cascão, utilizado por Ronaldo durante a Copa da Ásia.

Agora que vai começar a dividir espaços no gramado com o ídolo, Neymar espera que, em breve, possa estar lado a lado com o Fenômeno, usando a mesma camisa: a amarelinha da seleção brasileira.

– É o meu sonho. Jogar na seleção e ao lado do Ronaldo seria demais – diz o garoto.

globoesporte.com

 

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