Após três vitórias seguidas na Série A2 do Campeonato Pernambucano, a fase do Íbis — conhecido como o pior time do mundo —, provoca opiniões distintas nos profissionais que trabalham no clube. O administrador das redes sociais da equipe admite que o atual elenco “mancha” a história do time. Em contrapartida, o capitão Bebeto afirma que os jogadores sonham com o acesso à elite pernambucana.
O Íbis está no Guinness Book, o livro dos recordes. É o time profissional que ficou mais tempo sem vencer. A façanha ocorreu entre julho de 1980 e junho de 1984. Em 2017, a história é diferente. O Pássaro Preto venceu as três primeiras partidas da segundona estadual. A sequência não acontecia havia 20 anos.
Nilsinho Filho, publicitário que comanda as redes sociais do Íbis, conta que a vitória em campo não é o mais importante. “Torço pelo sucesso do clube. Ganhando, ou principalmente perdendo, estarei sempre com o time, vou a todos os jogos desde 2011”. Ele ainda conta que vários torcedores preferem ver o clube perdendo, pois foi dessa maneira que o Íbis ficou famoso mundialmente.
Há quem ache a estratégia de marketing uma “besteira”. É o caso de Bebeto, meia de 40 anos e capitão do Íbis. “Esse negócio de perder não é com a gente, não, queremos conquistar o acesso. Estamos em busca de perder o título de pior time do mundo”, opina.
Caso o Íbis vença o Centro Limoeirense no domingo, em casa, praticamente se garantirá na próxima fase da Série A2. A tarefa não é das mais difíceis nem para o time que é considerado o pior do planeta: das cinco equipes da chave, quatro avançarão às quartas de final. Além disso, o rival assumiu o papel de Íbis. Perdeu as três partidas que disputou e segura a lanterna do Grupo A, posição costumeiramente ocupada pelo clube da cidade de Paulista.
Se vencer o Centro Limoeirense, o “pior time do mundo” alcançará uma marca que jamais conquistou: será a primeira vez que o Íbis vencerá quatro partidas seguidas em 78 anos. O objetivo do Pássaro Preto é conquistar uma vaga na primeira divisão do Campeonato Pernambucano em 2018. Segundo o regulamento da competição, apenas o campeão tem direito a subir para a elite na próxima temporada.
Apesar do discurso de otimismo de Bebeto, o experiente jogador admite a falta de estrutura. “Não tem material para treino, de jogo, é só na superação mesmo”, conta. Ele é um dos três jogadores com mais de 23 anos do elenco. A competição é destinada para atletas dessa categoria e prevê apenas um trio de atletas acima da idade.
Redação com CB








