Por pbagora.com.br
Rio de Janeiro – Seleção brasileira de futebol feminino disputa semifinal com a Suécia, no Maracanã. O Brasil perde nos pênaltis e vai disputar o bronze (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Um símbolo das lutas e reivindicações pelos direitos das mulheres contra o sexismo e as desigualdades em relação aos homens há mais de um século, esse é o significado que o dia 8 de março, dia internacional da mulher, carrega.

Em 2010, a data comemorou seu centésimo aniversário e o tema escolhido pela ONU enfatizou e reafirmou os ideais defendidos por esta celebração “Igualdade de direitos, igualdade de oportunidades: progresso para todos”. Seja no escritório, na sala de aula, em quadra ou em campo as mulheres ainda precisam lutar pelo seu espaço e reconhecimento. Em um quiz realizado pela equipe da casa de aposta Betway ao time Real Bétis Féminas as jogadoras testaram seus conhecimentos no futebol feminino e ao final deixaram seus depoimentos sobre o desejo de poderem ter igual reconhecimento e lotarem estádios, como ocorre com o futebol masculino.

Alguns esportes como golfe, que são praticados ao ar livre e não envolvem aglomerações convidaram as mulheres a participar, conhecer e quem sabe se unir a prática do desporto.

No entanto, em tempos de pandemia a única opção que muitas atletas tiveram para ter contato com o público foram as “lives”. Diversos eventos na comunidade virtual movimentaram o dia das mulheres na web as lives, painéis virtuais, chats e fóruns onlines serviram como ferramenta de comunicação, debate e exposição de modalidades, algumas atividades contaram até com a participação de atrações internacionais.

Entre os diversos assuntos abordados na comunidade esportiva, a igualdade de direitos de gênero ainda é um tema que precisa ser debatido e exposto. As mulheres no mundo do esporte ainda são oprimidas e subjugadas ao universo masculino e precisam estar constantemente lutando por seus direitos sempre que possuem visibilidade.

As lutas são fatos marcantes na história das mulheres, que desde o começo desta data reivindicam por igualdade de gênero, respeito, participação e reconhecimento. O tempo passou, mas as causas defendidas são as mesmas, é lamentável percebermos que em pleno século XXI, a sociedade ainda possua o machismo, o sexismo e a opressão e menosprezo pelas mulheres presentes no nosso dia a dia, principalmente no meio esportivo em que muitas são proibidas de realizarem a prática por não ser “algo de mulher”. As mulheres no esporte são a resistência e a prova de que “lugar de mulher é onde ela quiser”.

Para fechar com chave de ouro, temos aqui um ótimo exemplo da afirmação de que “lugar de mulher é onde ela quiser”, trata-se de Marta Vieira da Silva, mais conhecida como Marta, é uma futebolista brasileira que atua como atacante ou meia-atacante. Atualmente, joga pelo Orlando Pride, dos Estados Unidos.

Marta já foi escolhida como melhor futebolista do mundo por seis vezes, sendo cinco de forma consecutiva. Um recorde não apenas entre mulheres, mas também entre homens. Foi considerada pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009. Desde 2015 é a maior artilheira da história da Seleção Brasileira (contando a Masculina e a Feminina) com 110 gols.

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