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Mano Menezes alfineta Dunga

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O técnico Mano Menezes fez ontem sua primeira crítica ao antecessor na seleção brasileira, Dunga. Ele reprovou o distanciamento entre os jogadores e os torcedores durante a Copa do Mundo da África do Sul, ocorrida por conta da filosofia de trabalho de Dunga. "O sentimento que eu, como torcedor, tive do lado de cá é o de que a seleção esteve um pouco distante do povo, pois o que a imprensa faz é trazer uma satisfação sobre aquilo que o torcedor quer ouvir"", disse.
O atual comandante da equipe brasileira deu a declaração em entrevista à TV Bandeirantes. Para Mano, Dunga poderia ter adotado um regime mais flexível. Ele lembrou que um contato maior dos atletas com a torcida seria benéfico para as duas partes. Ressaltou que apenas as informações fornecidas pela imprensa, que cobriu os treinos e jogos do Brasil, não foram suficientes para satisfazer aos torcedores.

"Os nossos jogadores ficaram um pouco distantes do torcedor brasileiro. E eu disse agora na seleção que não custa nada o jogador se dirigir ao torcedor que está ali parado esperando por um autógrafo"", afirmou.

Mano citou o exemplo do amistoso que o Brasil disputou contra os Estados Unidos, dia 10 de agosto, em Nova Jersey, para reforçar a preocupação de estreitar a relação entre atletas e fãs. Ele enfatizou que o fato de um ou outro jogador de destaque ceder ao menos cinco minutos do seu tempo para atender aos torcedores não irá prejudicar o trabalho da seleção. "Nós atendemos a um grande número de pessoas que ali (nos Estados Unidos) tiveram uma oportunidade de ver os jogadores de perto, tiveram uma oportunidade única de pegar um autógrafo.""

Resgate. Para ele, o resgate da intimidade entre torcedores e jogadores e uma relação saudável são fatores essenciais na seleção. "Isso não é uma filosofia do Dunga, do Mano ou do Rodrigo Paiva (diretor de comunicação da CBF)"", mas sim "uma coisa muito maior"" dentro da filosofia que o Brasil precisa ter.

O treinador, no entanto, considera que seria injusto criticar Dunga pelo fato de não ter convocado Neymar e Paulo Henrique Ganso para a Copa de 2010 e deixado, assim, de atender ao apelo popular provocado pela grande fase vivida pelos dois jogadores com a camisa do Santos no período que antecedeu à competição.

"Falo objetivamente sobre a convocação dos meninos que todo mundo pediu, como é o caso do Neymar e do Paulo Henrique"", disse Mano. "Para mim é muito fácil chegar e levá-los para a seleção agora, que estamos iniciando um trabalho, mas é diferente depois de um trabalho de três anos e meio (como o de Dunga), convocá-los por causa do futebol que eles vinham jogando.""

 

Estadão

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