Por pbagora.com.br

Seis anos morando na Europa não afastaram o gaúcho Luiz Felipe Scolari de um desejo de voltar às origens quando decidir encerrar a carreira. De Londres, Felipão admite:

 

– Gostaria de encerrar minha carreira no Grêmio – revela, rompendo um silêncio com a imprensa que durava desde a saída do Chelsea, no começo do ano.

 

Entre 1993 e 1996, quando esteve à frente do Tricolor, o técnico faturou uma Copa do Brasil, um Campeonato Brasileiro e uma Taça Libertadores. Felipão respondeu as perguntas em áudio gravado por sua assessoria de imprensa e enviado por email.

 

– Claro que existe essa possibilidade. É meu clube, que sempre adorei desde criança e onde tive duas passagens maravilhosas (a primeira em 1987). Gostaria, claro, de encerrar minha carreira no Grêmio. Mas não tenho ainda uma definição de quando vou encerrar, embora tenha uma ideia de quantos anos mais quero me dedicar à função de técnico. Naturalmente passa pela minha cabeça voltar a trabalhar no Grêmio com aquele pessoal maravilhoso – disse o técnico.

 

Felipão, porém, negou os rumores de uma sondagem para substituir Celso Roth, que poderia sair em caso de uma derrota diante do Boyacá Chicó:

 

– Não houve sondagem. O que sempre acontece é o contato, em determinadas oportunidades, com as pessoas com as quais eu convivi com muito carinho e muita amizade. Ganhando ou perdendo, ou por alguma razão, mantemos esse contato. Quando estou fora, é por telefone. Quando estou aí no Brasil, é num jantar, num almoço, numa rodinha com o pessoal. Mas não tenho tido contato no aspecto profissional, para retornar, há muitos anos – esclareceu.

 

Mesmo longe, e quando pode, Felipão conta que se sente torcedor quando assiste a um jogo do Grêmio, deixando de lado a parte da análise tática, de como o time está formado ou avaliando opções para a partida:

 

– Ajo como um torcedor que está no estádio, vibrando com o gol e com as jogadas, porque continuo gremista de coração, claro – reafirmou o técnico.

 

A Seleção em Porto Alegre

 

Em 1º de abril, a seleção brasileira jogará em Porto Alegre, contra o Peru. Luiz Felipe Scolari lembra que, em 2001, quando o Brasil estava em uma situação complicada nas eliminatórias da Copa da Coreia e do Japão, a partida contra o Paraguai deflagrou a classificação para o Mundial. Agora é a vez de Dunga, outro gaúcho no comando da seleção, experimentar a sensação de contar com o apoio de conterrâneos na torcida:

 

– Foi espetacular o apoio que tivemos em todos dias com a seleção. Foi maravilhoso o início do jogo porque até os 15 minutos já estávamos ganhando. O Paraguai, naquela oportunidade, estava em segundo lugar nas eliminatórias, se não me engano. Então era um jogo importantíssimo, e acho que essa partida com o Peru é fundamental para a classificação do Brasil. O povo gaúcho vai estar com a seleção, e principalmente com o Dunga – prevê Felipão.

O técnico pôde contar com Ronaldo na seleção brasileira na Copa de 2002, dentro da chamada "Família Scolari". Quase sete anos depois, Felipão se diz fã do futebol do atacante, elogiando a postura do Corinthians em investir na recuperação do jogador:

 

– Eu acho que é um trabalho bem efetuado pelo Corinthians como um todo, não apenas pelo Mano Menezes, que é um dos treinadores que eu mais gosto e que sabe o momento exato para colocar um atleta. Mas também vale citar os fisicultores e todos os envolvidos em fazer o Ronaldo voltar à sua melhor condição. O importante para isso também é o "querer" do Ronaldo e os cuidados que ele vem tendo para readquirir essa condição. Eu sou um dos fãs de carteirinha dele e torço para que dê tudo certo nesse período para voltar em boas condições. Esse retorno é um pouco mais difícil do que a anterior devido à uma nova lesão, mas com o poder de superação que ele tem, torço para que dê tudo certo – finalizou.

globoesporte.com

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