Por pbagora.com.br

Em sua terceira temporada na Fórmula 1, o inglês Lews Hamilton envolveu-se em sua segunda polêmica por uma manobra feita na pista. Nesta quinta-feira, ele foi desclassificado do GP da Austrália, pois a McLaren teria agido de "maneira prejudicial à conduta da prova levando evidências que deliberadamente iludiram a decisão dos comissários do GP".

A FIA considerou que a McLaren não foi totalmente honesta na reunião feita com os comissários logo após a prova australiana. Na ocasião, a direção queria saber se Hamilton havia sido instruído a permitir que o italiano Jarno Trulli o ultrapassasse durante a permanência do safety car nas últimas voltas da prova, mas o atual campeão argumentou que não recebeu tal instrução.

Trulli havia perdido o terceiro lugar durante o safety car para Hamilton após ter saído da pista. O italiano recuperou a posição, enquanto o carro de segurança estava na pista, e o ato fez com que ele fosse considerado culpado e tomasse uma penalização de 25 segundos. Porém o caso foi reavaliado após a FIA ouvir na comunicação do rádio o pedido da McLaren a Hamilton que deixasse o italiano passar.

Após a decisão, a McLaren lamentou o fato e julgou o fato como um mal-entendido. "É lógico que estamos decepcionados, mas não vamos protestar. O Lewis nos informou que ele havia passado Trulli com o safety car na pista e perguntou se deveria deixar que o Trulli retomasse a posição. Nós tentamos um contato com o controle da corrida para perguntar se a ultrapassagem deveria ser permitida, mas não obtivemos uma resposta. Acho que eles estavam muito ocupados", explicou o chefão da equipe inglesa, Martin Whitmarsh.
 

Nós perguntamos várias vezes a eles, mas não tivemos resposta. Então concordamos em deixar que Hamilton deixasse o Trulli passar, e o que o caso seria resolvido depois pelos comissários", comentou Whitmarsh, que negou que a McLaren teria mentido deliberadamente sobre o caso. "Não mostramos todo o conteúdo do rádio, pois acreditamos erronaemente que não seria necessário, pois os comissários estavam lá, a FIA estava e a conversa do rádio é aberta. Os comissários acreditam que nós não fomos explícitos o suficiente na conversa pelo rádio e que isso foi prejudical à decisão que eles tomaram. Nós lamentamos, mas temos de aceitar", disse.

Em 2007, Hamilton também se envolveu em uma polêmica por uma manobra realizada no GP do Japão. Na ocasião, ele liderava a prova, quando o safety car entrou na pista. Na 46ª volta, o inglês teria freado bruscamente em uma curva, o australiano Mark Webber teve de frear subitamente e o alemão Sebastian Vettel acabou batendo em Webber, pois não conseguiu frear na pista molhada. Posteriormente, um vídeo feito por um torcedor foi veiculado no Youtube e mostrava a polêmica manobra do inglês.

Em 2007, Hamilton também se envolveu em uma polêmica por uma manobra realizada no GP do Japão. Na ocasião, ele liderava a prova, quando o safety car entrou na pista. Na 46ª volta, o inglês teria freado bruscamente em uma curva, o australiano Mark Webber teve de frear subitamente e o alemão Sebastian Vettel acabou batendo em Webber, pois não conseguiu frear na pista molhada. Posteriormente, um vídeo feito por um torcedor foi veiculado no Youtube e mostrava a polêmica manobra do inglês.
 

Webber criticou duramente a atitude de Hamilton. "Acho que ele fez um trabalho péssimo atrás do safety car. Ele fez um trabalho péssimo e é isso. Ele falou no encontro dos pilotos o quão bom foi o trabalho dele e ele fez o oposto. Da próxima vez já sabemos, não tem problema", disparou o australiano. A FIA resolveu investigar o caso, mas acabou absolvendo o inglês na época.

Desta vez, porém, Hamilton foi desclassificado do GP inicial da temporada 2009 e Trulli recuperou a terceira posição. O italiano da Toyota comemorou a decisão tomada pela FIA. "Estou feliz porque eu queria justiça. Eles tiveram o bom senso de tentar entender o que havia acontecido. Eu sempre fui honesto, agora tenho a recompensa", disse.

UOL

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