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Galo faz 4 a 3 sobre o Cruzeiro em clássico incrível e escapa do Z-4

Obina marca três gols ainda no primeiro tempo e praticamente garante a
vitória. Na raça, Cruzeiro diminui a vantagem, mas não consegue o empate

Espetacular! Essa é a melhor palavra para definir o clássico mineiro. Tudo conspirava para que o Cruzeiro conquistasse mais uma vitória do Campeonato Brasileiro. Afinal de contas, o público presente no Parque do Sabiá era formado apenas por torcedores cruzeirenses. E mais, o time celeste era o líder da competição, com uma campanha brilhante, e o Galo, na zona de rebaixamento há 21 rodadas, lutava para se livrar do péssimo retrospecto no torneio. Além disso, o Cruzeiro tinha em campo o craque do Brasileirão, Montillo, em grande fase. Mas não foi o que aconteceu. O dono do jogo foi Obina, que marcou três gols na vitória do Atlético-MG, por 4 a 3, em Uberlândia. Réver marcou o outro, e Thiago Ribeiro (2) e Gilberto fizeram para o Cruzeiro.

Obina comemora um dos três gols marcados com o técnico Dorival Júnior (Foto: Ag. Estado)Obina se juntou a um seleto grupo de jogadores que já marcou três gols no mesmo clássico, após 1965, ano de inauguração do Mineirão. Tucho, pelo Atlético-MG, e Revétria, Ronaldo e Fábio Júnior, pelo Cruzeiro, já conquistaram o feito.

Com o resultado, o Cruzeiro perdeu a primeira posição na tabela. O time tem 54 pontos, o mesmo que o Fluminense, mas perde no saldo de gols: 18 a 9. Já o Galo deixou a zona de rebaixamento, com 34 pontos. A equipe alvinegra tem a mesma pontuação que o Vitória, mas fica na frente no número de vitórias.

Na próxima rodada, Cruzeiro e Atlético-MG jogarão no sábado, às 18h30m (de Brasília). A Raposa encara o Grêmio Prudente, no interior de São Paulo, enquanto o Galo pegará o Botafogo, na Arena do Jacaré. Antes, porém, o alvinegro terá um compromisso pela Copa Sul-Americana, na quarta-feira, às 19h45, também em Sete Lagoas.

Clássico frenético

Com todo o ambiente favorável, o Cruzeiro pareceu partir para cima do Galo. Porém, imediatamente, o time alvinegro mostrou que as coisas não seriam assim. Com um volume de jogo muito maior que o adversário, o Atlético-MG logo começou a criar as melhores chances.

E o gol não demorou a sair. Aos 6 minutos, Leandro chegou pela esquerda e fez um ótimo cruzamento. Obina subiu mais que o zagueiro Cláudio Caçapa e cabeceou de forma certeira, sem chances para Fábio. A bola ainda bateu no travessão, antes de balançar as redes do Cruzeiro.

Com o gol, vários torcedores do Atlético-MG, que até então estavam discretos no meio dos cruzeirenses, não resistiram e vibraram bastante. A Polícia Militar, como prometido, retirou várias pessoas do estádio.

E o Cruzeiro saiu para o jogo, mesmo assustado com o passeio imposto pelo Galo. Montillo teve chances, assim como Farías, mas a defesa atleticana evitou o empate. O Galo dava mostras de que o jogo estava dominado. E um jogador em especial estava iluminado: Obina.

Em mais um ataque de velocidade do Atlético-MG, o atacante fez mais um. O lateral-direito Rafael Cruz, aos 23 minutos, foi até a linha de fundo e cruzou na pequena área. A bola passou por Edcarlos e Cláudio Caçapa e chegou aos pés de Obina, que fez o segundo: 2 a 0.

Na sequência, o Cruzeiro teve a grande chance de diminuir o placar. Após escanteio cobrado por Montillo, Edcarlos foi empurrado por Werley dentro da área. O árbitro Sandro Meira Ricci não teve dúvidas e marcou o pênalti. Na cobrança, Montillo deu uma cavadinha, mas exagerou e tocou por cima da trave, pela linha de fundo.

Os jogadores do Galo comemoraram bastante e, no ataque seguinte, mais ainda, já que o Atlético-MG chegou, incrivelmente, ao terceiro gol, novamente com Obina. Aos 30 minutos, Diego Souza tocou para Serginho, que cruzou para a área. Obina, mais uma vez em excelente condição, abriu grande vantagem no placar: 3 a 0. Obina se juntou a jogadores como Tucho, Revétria, Ronaldo e Fábio Júnior, que já marcaram três gols no mesmo clássico.

O técnico Cuca, então, perdeu a paciência e tirou Diego Renan de campo. Gilberto entrou em seu lugar e, logo no primeiro lance, diminuiu o marcador. Thiago Ribeiro conseguiu chegar à linha de fundo, pela direita, e fez ótimo cruzamento para trás. Gilberto, aos 37 minutos, no primeiro toque na bola, pegou de primeira e mandou a bola no ângulo esquerdo de Renan Ribeiro: 3 a 1.

O Galo sentiu o golpe, tanto que o Cruzeiro fez uma pressão incrível até o fim do primeiro tempo. O time celeste teve chances de diminuir ainda mais o placar, mas esbarrou na boa atuação do goleiro atleticano.

Emoção sem precedentes

Cuca teve que alterar a equipe no intervalo. Jonathan não suportou as dores na coxa direita e foi substituído por Pablo, que passou a atuar improvisado na lateral direita. E o que se viu no segundo tempo foi uma partida de ataque contra defesa. O Cruzeiro pressionava, e o Galo se defendia, na tentativa de manter o placar favorável. Apenas nos contra-ataques, o Atlético-MG tentava alguma jogada, quase sempre impedida pelos zagueiros celeste.

Mas o Galo estava impossível. Em um lance isolado, o time arranjou um escanteio pela esquerda. O volante Serginho, aos 21 minutos, fez a cobrança, e Réver subiu mais que os zagueiros e fez o quarto. Assim como no primeiro gol, a bola chegou a tocar na trave, antes de balançar as redes de Fábio: 4 a 1.

Mas o Cruzeiro diminuiu o placar, aos 31 minutos. Pela direita, Pablo cruzou na área, e Farías cabeceou firme, para grande defesa de Renan Ribeiro. Porém, no rebote, Thiago Ribeiro, de cabeça, marcou o segundo. No minuto seguinte, novamente Thiago Ribeiro, após tabela com Montillo, bateu firme, sem chance para o goleiro atleticano: 4 a 3.

O Cruzeiro pressionou bastante, mas não conseguiu chegar ao empate. Ao fim do jogo, a torcida cruzeirense reconheceu a luta da equipe e aplaudiu a saída dos jogadores.

 

 

G1

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