Dados colhidos pela Fifa e obtidos com exclusividade revelam que, em 2014, os jogadores brasileiros foram os mais comercializados no mundo. Mas a renda obtida pelos clubes com suas vendas está cada vez mais distante das potências europeias. Um exemplo dessa realidade é o jogador paraibano Hulk.
Se por décadas o preço do atleta brasileiro era um atrativo extra aos clubes europeus, a esperança era de que, aos poucos, os clubes nacionais poderiam competir financeiramente de igual para igual com os grandes da Europa, o que faria com que o preço dos jogadores nacionais tomassem uma proporção mais parecida ao da Europa.
O que ocorreu, porém, foi justamente o contrário, com uma concentração de renda inédita no futebol mundial nas mãos de apenas 20 clubes europeus. Assim, casos como o do clube do Porto, que se transformou em um paradigma de como valorizar um craque comprado por um preço baixo. Para se ter ideia o clube europeu pagou por Hulk 5,5 milhões de euros. Mas o vendeu por 60 milhões de euros ao Zenit St.Petersburg, da Rússia. A multiplicação de euros engorda os cofres dos clubes da Europa e deixa à míngua os brasileiros.
Segundo os dados da Fifa, o Brasil "exportou" o pé de obra brasileiro continua requisitado no exterior, apesar do inesquecível 7 a 1. De acordo com dados do Transfer Matching System, da Fifa, os jogadores brasileiros foram os que mais se transferiram internacionalmente na janela de transferências que se encerrou ontem, com 622 transações concluídas. Abaixo dos brasileiros aparecem franceses, com 336 transferências, argentinos, com 309 negociações fechadas, britânicos, com 280, e espanhóis, com 230.
Redação
