Gols antológicos, lances que entraram para a história, jogos memoráveis e disputas inesquecíveis. Palco de grandes decisões, o estádio Governador Ernany Sátiro O Amigão, em Campina Grande, comemora neste sábado (08), 50 anos. Sua inauguração ocorreu em 8 de março de 1975, em uma partida entre Campinense e Botafogo-RJ que terminou empatada em 0 a 0.
O estádio José Américo de Almeida Filho, O Almeidão em João Pessoa, também comemora 50 anos de existência, só que neste domingo (09).
Projetado pelo engenheiro Carlos Pereira e construído pelo governador Ernani Sátiro, O Amigão e O Almeidão já proporcionaram aos torcedores grandes momentos em competições como o Campeonato Paraibano, a Copa do Brasil, Copa do Nordeste e o Campeonato Brasileiro.
São meio século de muitas histórias, principalmente envolvendo os dois maiores times da cidade, a Campinense e o Treze, Botafogo e Auto Esporte.
Ao longo dos últimos 50 anos, Amigão e Almeidão foram palcos de grandes jogos, títulos inesquecíveis e públicos históricos.
Batizado de Colosso da Borborema, o Amigão foi palco de duas decisões da Copa do Nordeste, uma delas, conquistada pelo Campinense em 2013. Naquele ano, o Campinense escreveu um dos capítulos mais marcantes do futebol paraibano ao conquistar a Copa do Nordeste no Amigão, superando adversários como Sport e Fortaleza antes de vencer o ASA na final.
No mesmo ano, o Botafogo-PB gravou seu nome na história do futebol nacional ao se sagrar campeão da Série D do Campeonato Brasileiro diante de um Almeidão lotado, em uma decisão contra o Juventude. O Almeidão também foi palco de uma decisão da Copa do Nordeste entre o Botafogo e o Fortaleza, conquistada pelos cearenses.
Muitas são as histórias e os personagens dentro e fora de campo das duas principais praças de esportes da Paraíba. Durante as obras os dois estádios, realizadas majoritariamente no ano de 1974, recebeu uma ilustre visita naquele ano, o ex-atleta e então presidente da Fifa, o brasileiro João Havelange.
No dia 13 de agosto de 1975, o estádio recebia as equipes do Treze e do Flamengo-RJ para a inauguração dos refletores.
Pouco antes de completar 20 anos de existência, o Amigão recebeu um dos seus jogos mais importantes. A Seleção Brasileira veio a Campina Grande em 1992 para realizar uma partida amistosa contra o Uruguai. Como não podia ser diferente, a partida mobilizou a cidade, que lotou o estádio para acompanhar os craques da amarelinha. Mas, como nem tudo são flores, o Brasil acabou saindo de campo com uma derrota por 2 a 1, de virada.
Outro jogo internacional que está registrado na história do Estádio Governador Ernani Sátiro foi mais recente, já nos anos 2000, quando o Campinense realizou um amistoso contra o time português do Rio Ave.
Em outra oportunidade, um clássico carioca, válido pelo Campeonato Brasileiro, foi sediado em Campina Grande. Um Fla-Flu, pela Série A de 1995, aconteceu em Campina Grande e levou uma verdadeira multidão ao Amigão.
Ao longo de 50 anos, muitos jogadores já tiveram a horna de balançar as redes do Amigão, alguns dos gols, decisivos e importantes. O primeiro gol no Colosso da Borborema foi marcado por Pedrinho Cangula, pai de Marcelinho Paraíba, no Clássico dos Maiorais.
O primeiro jogo no estádio, no entanto, foi disputado entre Campinense e Botafogo (RJ), treinado na época por Zagalo.
Uma semana depois da inauguração oficial do Estádio Governador Ernani Sátiro, apelidado desde essa época de “O Amigão”, foi realizado o primeiro confronto entre Galo e Raposa na praça esportiva recém-inaugurada. As equipes empataram em 1 a 1. Pedrinho Cangula, marcou para o Rubro-Negro, enquanto que Fernando empatou para o Alvinegro.
O Estádio também foi palco de grandes jogos da Copa do Brasil a exemplo, de Treze e Corinthians, Treze e Atlético Paranaense, Treze e Botafogo (RJ), Galo e São Paulo, Campinense e Fluminense, Campinense e Flamengo e Campinense e São Paulo além do duelo entre a Raposa paraibana e a Raposa mineira.
Um dos maiores estudiosos do futebol campinense, o historiador Júlio César, reúne há anos material para escrever um livro sobre a história do esporte na Paraíba. E um dos capítulos mais importantes é sem dúvida a construção do estádio.
O jornalista explicou que o projeto surgiu da necessidade que Campina tinha, no início da década de 1970, de ter uma praça esportiva maior, já que as que existiam na cidade já não comportavam o tamanho das torcidas de Campinense e Treze, os chamados, “Maioriais”.
“No começo dos anos 1970, os estádios Plínio Lemos que era do Campinense, e Presidente Vargas pertencente ao Treze já eram bastante pequenos para o tamanho das torcidas dos dois clubes” observou.
Ele lembra que ao longo de meio século, O Amigão ajudou a aumentar a rivalidade entre Campinense e Treze com jogos memoráveis. Galo e Raposa já protagonizaram várias histórias no Amigão, e decidiram em onze oportunidades o título do Campeonato Paraibano.
O Campinense foi campeão em cima do Treze oito vezes em jogos de final geral. O time da Bela Vista levou os campeonatos de 1961, 1962, 1963, 1964, 1973, 1974, 2004 e 2008, todos em cima do Galo da Borborema. Já o Treze venceu os estaduais de 1982 e 1983 em cima da Raposa.
Grandes palcos do futebol paraibano, Almeidão e Amigão também estarão em foco na semifinal do Campeonato Paraibano 2025. É que Botafogo-PB e Treze se enfrentam pelos jogos de ida e volta. O primeiro, em Campina Grande, neste sábado, às 16h30. O segundo, em João Pessoa, no dia 16, outro sábado, às 16h30.
Tanto o Amigão como O Almeidão, reservam novas emoções para os próximos finais de semana com os torcedores de Galo e Botafogo sonhando com a conquista do título de mais um Campeonato Paraibano.
Severino Lopes
PB Agora
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