Depois de anunciar os 23 jogadores que irão à Copa de 2010, na África do Sul (e a lista dos sete suplentes), o técnico Dunga compareceu nesta terça-feira à sede da TV Globo, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, e deu entrevista na bancada do Jornal Nacional. Descontraído, Dunga começou sorridente e respondeu com humor e segurança aos apresentadores William Bonner e Fátima Bernardes. Bonner começou perguntando sobre os ausentes célebres da convocação – como Neymar e Ganso. Dunga respondeu sem deixar dúvidas:
– A história na seleção demonstra que jogadores sem experiência que foram à Copa do Mundo não deram muito certo. Mas eles são grandes jogadores.
Fátima Bernardes, a seguir, perguntou quando Dunga tinha fechado a lista de convocados.
– Fechamos a lista há uma semana. Mas ela foi feita em três anos e meio. Cada um teve sua oportunidade. Quem rendeu, ficou.
Um telespectador perguntou como a seleção funcionaria sem Kaká. Dunga foi objetivo:
– Se nosso amigo lembrar… na Copa América não tivemos o Kaká. E a seleção foi competitva, ganhamos da Argentina na final. Nas eliminatórias, o Júlio Baptista jogou ali e fomos bem. Nessa posição pode ser o Robinho também. Mas o Kaká é o Kaká, tem sua característica. Os outros não vão jogar como Kaká.
A pergunta seguinte, de Fátima Bernardes, foi sobre o adversário mais preocupante na primeira fase. E também depois, em caso de classificação.
– Eu parto do princípio que primeiro jogo é o importante. Mas, pela trajetória, é Portugal. Depois, acredito muito na Inglaterra. Mesmo sem Rooney, porque o Capello é um grande treinador. E a Espanha… por aquilo que tem feito – disse Dunga.
O treinador falou também sobre paixão, disse que se emocionou com a reação de Gilberto Silva – convocado para mais uma Copa do Mundo – e lamentou ter que desistir de alguns jogadores.
– Por vezes sou encantado com um jogador… mas ele chegou na hora e não rendeu. Não podemos levar.
O técnico gostou da comparação com a seleção de 1994 – dizendo que esse foi um de seus objetivos, ao lado do auxiliar Jorginho, resgatar a vontade de jogar pelo Brasil. No fim da entrevista, Fátima Bernardes brincou e perguntou se o técnico já tinha se acostumado a ser chamado de professor. Dunga sorriu e respondeu:
– Não porque minha mãe é professora. Fico meio constrangido.
G1
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