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Doriva larga filosofia de Osorio e adota "conservadorismo"

Há uma semana, Juan Carlos Osorio deixava o São Paulo com a certeza de que um legado permaneceria para o trabalho do elenco no restante da temporada. Seis dias se passaram desde a chegada de Doriva e praticamente toda a filosofia do colombiano parece ter sido ignorada pelo novo treinador, que estreia nesta quarta-feira, às 22h, contra o Fluminense no Maracanã, pela 30ª rodada do Brasileirão.

 

Doriva alterou a rotina de treinos no CT da Barra Funda. Rotina, aliás, era algo raro com Osorio, adepto à troca constante de tipos de treinamentos. Já o novo treinador preza pela repetição, razão pela qual também deixou o rodízio para trás. Fim decretado também tiveram as improvisações dos atletas, mesmo que Carlinhos e Breno já estivessem firmados e em melhor nível como meia e volante, respectivamente.

 

As raras semelhanças moram nos pedidos frequentes por intensidade nos treinos, bem como por marcação mais adiantada. De resto, do pouco que se pôde ver, tudo mudou. A ousadia e a imposição para atacar os rivais deve dar lugar à cautela, aos contragolpes calculados.

 

Até mesmo a logística será alterada, com mais treinos realizados no período da tarde, enquanto Osorio acreditava que o corpo dos jogadores respondia melhor pela manhã, fosse para treinamentos puxados, trabalhos táticos ou atividades regenerativas. Nesse último caso, muitas vezes o elenco se apresentou cedo logo após jogos às 22h para fisioterapia.

 

Apesar de tantas mudanças drásticas, Doriva consegue chegar confiante a sua estreia como técnico do São Paulo. Isso porque o treinador guarda ótimo retrospecto contra equipes cariocas nesta temporada. Foram dez partidas, com apenas duas derrotas, três empates e cinco triunfos – dois contra o Fluminense. A superstição é reforçada pelo fato da estreia pela Ponte Preta em agosto também ter sido contra um carioca, o Flamengo, e com vitória.

 

É com esse respaldo que o novo comandante tentará provar a eficiência de um estilo conservador em detrimento à ofensividade de Osorio, sempre elogiada pelo grupo. Afinal, o colombiano saiu somando uma derrota no Maracanã e um 0 a 0 com o Fluminense.

 

– Diferente mesmo era o Osorio. Todo mundo estava acostumado a trabalhar, a gente teve de se adaptar ao estilo de jogo do Osorio. O Doriva já foi jogador, conhece muito, está começando a carreira, mas já tem títulos, e acreditamos muito no trabalho dele. Não tem segredo – opinou o volante Hudson.

 

LANCE!

 

Foto: Ale Vianna / Gazeta Press

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