Depois de ser submetido a uma artroscopia no ombro esquerdo nesta quarta-feira, Diego Hypolito desembarcou no Rio de Janeiro na tarde desta quinta-feira. Com a camisa do Brasil e a tipoia no braço, o ginasta falou sobre seu estado de saúde e a preocupação com a possibilidade de uma nova intervenção cirúrgica.
– Há um risco de eu ter que fazer uma cirurgia maior no fim do ano, mas posso garantir que as dores que estavam me incomodando agora foram solucionadas. Fiquei preocupado porque a lesão era um pouco mais grave do que pensávamos, mas isso é comum em quem pratica um esporte em alto nível. E se eu tiver várias lesões, mas continuar ganhando, está valendo. É o preço a pagar pelas conquistas – disse Diego.
O bicampeão mundial no solo retirou fragmentos soltos da cartilagem do ombro esquerdo após sofrer uma lesão durante a apresentação nas barras assimétricas no Troféu Brasil na última sexta-feira. Diego deverá permanecer em recuperação por seis meses, com acompanhamento médico a cada 15 dias em Curitiba e no Rio de Janeiro. Porém, já nesta sexta-feira, o ginasta iniciará o trabalho físico na bicicleta ergométrica para manter sua rotina para membros inferiores. Já treinos envolvendo braços, serão iniciados somente daqui a 40 dias.
A três meses do Mundial em Londres, Diego diz que seu principal objetivo é se recuperar para tentar o tetracampeonato da Copa do Mundo. No entanto, o sonho do ginasta de ser o único atleta da história a conquistar o título quatro vezes pode ter ficado mais longe, pelo menos no calendário.
– Não sei se vai dar tempo para disputar a etapa de Doha, no Catar, que vai começar em 28 de setembro. Vai ficar muito perto. Então, eu teria que tentar o tetra nas próximas duas. Vai ser mais difícil. Mas eu confio na minha recuperação, que sempre foi muito rápida – afirmou Diego, citando as etapas de Osijeh (4 a 9 de novembro, na Croácia) e Stuttgart (13 a 15 de novembro, na Alemanha), últimas da temporada 2009 da Copa do Mundo.
As lesões de Diego Hypolito
Abril de 2005 – Dias antes da etapa de São Paulo da Copa do Mundo, Diego sofreu uma fratura na tibia da perna direita e ficou seis meses sem treinar. A volta às competições aconteceu a apenas três semanas do Mundial em Melbourne, em novembro, quando conquistou a medalha de ouro.
Julho de 2006 – Um dia após conquistar o ouro no solo da etapa de Xangai da Copa do Mundo, Diego contundiu o tornozelo esquerdo na sua apresentação nas barras paralelas, em que acabou em oitavo lugar.
Agosto de 2006 – Maior atração do Campeonato Brasileiro, Diego sofreu uma lesão no pé esquerdo na final do solo, ao tentar executar o “Hypolito”. Após se machucar, o ginasta deixou a prova e acabou em terceiro lugar na competição individual geral, com 86,050 pontos.
Março de 2007 – Diego sofreu uma torção no tornozelo esquerdo na final do solo da etapa de Paris da Copa do Mundo e ficou fora da disputa em Cottbus (Alemanha). Por precaução, o ginasta voltou ao Brasil para se recuperar. A lesão impediu o atleta de disputar seis aparelhos nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, como havia planejado. Apesar disso, Diego conquistou o ouro no solo.
Março de 2008 – Um ano depois de sofrer a lesão no tornozelo, Diego se submeteu a uma cirurgia. A cinco meses das Olimpíadas de Pequim, o ginasta preocupou a torcida ao passar por uma artroscopia para corrigir uma lesão no menisco medial do joelho direito. A volta ao tablado foi em quatro semanas.
Abril de 2008 – Um exame de sorologia confirmou que Diego era mais uma vítima da epidemia de dengue que assolou o Rio de Janeiro. O atleta ficou internado no hospital por uma semana.
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