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Corinthians e Santos na final da copinha

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Eram os dois principais campeões da Copa São Paulo de Futebol Júnior em campo. Duas campanhas praticamente irretocáveis, com cinco vitórias e um empate. Nomes com potencial para chegar longe no futebol. O cenário para a semifinal entre Corinthians e Fluminense, na noite desta terça-feira, em Limeira, chamou a atenção de Alexandre Gallo, técnico das seleções de base, que acompanhou o duelo de um camarote do estádio. Quem soube aproveitar a presença ilustre para mostrar serviço foram os defensores do Timão.

Com gols do lateral-esquerdo Guilherme Arana e do zagueiro Pedro, ambos originados em lances de bola parada, o Corinthians carimbou a classificação para a final ao vencer por 2 a 1. O Fluminense ainda pressionou após Euller descontar, mas o sonho do sexto título ficou pelo caminho. A decisão será paulista. Timão, em busca da nona taça, e Santos, atual campeão, se enfrentam sábado, às 10h, no Pacaembu.

É a segunda vez que os times fazem a final da Copinha. A primeira foi em 1984. Na oportunidade, o Peixe levou a melhor por 2 a 1 e faturou o primeiro dos seus dois títulos no torneio. As duas equipes chegam em alta. Os números do Peixe são impressionantes: 100% de aproveitamento em sete jogos, 27 gols a favor e apenas dois contra. O Timão cresceu ao longo da competição. Após estrear com empate diante do Remo, venceu as seis partidas seguintes, com direito à goleada por 7 a 1 sobre o Juventude na segunda fase.

Pressionar desde o início foi a receita encontrada pelo Corinthians para intimidar o Fluminense. O Timão demorou apenas 20 segundos para criar a primeira chance. Zé Paulo acertou o travessão ao tentar cruzar. O lado direito era o caminho mais fácil. Ainda no início, Leandro quase marcou de letra após tabela entre Malcom e Zé Paulo.
A intensidade alvinegra diminuiu com o passar do tempo. Méritos também para o Fluminense, que conseguiu encaixar a marcação. Com menos espaço, o Timão sentiu dificuldade para criar e só voltou a assustar em um erro tricolor. Marlon Freitas falhou na saída de bola e entregou para Léo. O chute da entrada da área saiu fraco, mas o goleiro Matheus deu um susto na torcida tricolor. Ao tentar encaixar, viu a bola escorregar pelos braços e sair pela linha de fundo.

As ações ofensivas pertenciam quase que exclusivamente ao Corinthians. Lucão ainda teve oportunidade de marcar ao receber dentro da área e bater por cima. O Fluminense pouco fez do meio para a frente. Quando chegava, pecava na finalização.

Com um começo truncado, de muita marcação e pouco espaço para criação, o Timão foi ganhando terreno, dominando as ações e não demorou para transformar a superioridade em vantagem. Se não dava no toque, a bola parada virou a arma perfeita. Em uma falta da intermediária, Zé Paulo cobrou com força no canto direito. Guilherme Arana contou com o rebote de Matheus para colocar o Corinthians na frente, aos 12 minutos.
No ataque seguinte, o Fluminense teve a chance de empatar, mas Henrique defendeu chute de Luiz Fernando cara a cara. A torcida vibrou como se fosse o segundo gol do Timão. Segundo gol que saiu, de fato, logo na sequência, aos 19 minutos.

Em escanteio conquistado pelo colombiano Bryan, um dos xodós da torcida, Malcom cobrou na cabeça para o zagueiro Pedro testar firme e ampliar. Em desvantagem, restou ao Fluminense se lançar ao ataque e contar com um descuido corintiano para descontar e colocar emoção na reta final. Com um jogador a mais enquanto Felipe Zang recebia atendimento médico fora de campo, Euller recebeu na ponta esquerda e soltou a bomba para dar esperança aos tricolores. Os cariocas partiram para cima em busca do empate, porém, a vaga já era do Timão.

Santos busca o bicampeonato – Os Meninos da Vila chegam à sua segunda final consecutiva de Copa São Paulo de Futebol Júnior. Mostrando maturidade, sem se deixar levar pelo bom toque de bola do Atlético-MG, o Santos foi mortal nos contra-ataques, venceu por 3 a 0, nesta terça-feira, na Arena Barueri, e agora encara o Corinthians na decisão.

Atual campeão, o Peixinho voltará ao Pacaembu no próximo sábado para tentar o bi. Stefano Yuri, que era dúvida até momentos antes da partida, marcou dois gols, e Matheus Augusto completou, com um golaço de cobertura.

O Atlético-MG mostrou mais qualidade na troca de passes ofensivos na primeira etapa e rondou com perigo a área do Santos, que tinha uma proposta clara: esperar o adversário para se lançar ao ataque. A estratégia se mostrou arriscada – a grande defesa de João Paulo em chute à queima-roupa de Dodô, aos 18 minutos, mostrou isso.

Mesmo correndo riscos, o Peixe manteve a tática – e se deu bem. Enquanto o Galo ia criando e desperdiçando chances (aos 24, Mateus Nolasco teve o gol aberto à sua frente e chutou, mas Zé Carlos chegou salvando o time paulista), os santistas iam às redes. Na primeira tentativa, aos 11, Serginho saiu na cara do gol, em posição legal, e encobriu o goleiro. Seria um belo gol se o auxiliar não tivesse anulado o lance, marcando impedimento inexistente.

Aos 45, não houve jeito. Fernando desceu pela direita e cruzou rasteiro para Stefano Yuri arrematar a gol e colocar o Santos na frente. O atacante era dúvida até momentos antes da partida, por causa de lesão muscular, mas superou as dores para ajudar o time.

Fatura liquidada
Com a desvantagem no placar, o Atlético voltou para o segundo tempo ainda mais adiantado, com sua defesa na intermediária e apostando em linhas de impedimento. O Santos tinha muito espaço e se aproveitava bem. Poderia até ter ampliado o placar nos primeiros minutos da etapa final, com Stefano Yuri e Serginho, que saíram na cara do goleiro e erraram o alvo.

O Galo, apesar de ter a bola, não conseguia concluir a gol. Batia e voltava na defesa santista. O Peixe se fazia de acuado, mas se mostrava mortal nos contra-ataques. Matheus Augusto, que entrou no lugar de Neilton no intervalo, foi o nome do Peixe no segundo tempo. Mostrou-se bem melhor que o titular e marcou um golaço aos 32, quando recebeu pela esquerda, cortou para dentro e, de pé direito, acertou um lindo chute, encobrindo o goleiro Uilson.
A partir daí, o jogo se tornou mera formalidade. Senhor do jogo, o Peixe deixava o Atlético trocar passes. Formou um bloqueio e sua intermediária, recuperava a bola, partia com velocidade e, principalmente, inteligência. Aos 40, Matheus Augusto recebeu pela direita e acertou bom cruzamento para Stefano Yuri completar de cabeça. Era o terceiro gol. O lance para sacramentar a vitória e a vaga na final para os santistas.

G1

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