Quanto tempo dura o prazo de validade de um treinador em cada equipe? No Brasil, com raras exceções, por volta de uma temporada – muitas vezes até menos. Na Europa, o número pode chegar a três, quatro anos ou até mais nos grandes clubes. Já nas seleções os ciclos costumam acabar nas Copas do Mundo, independentemente de há quanto tempo tenha começado.
Para não ter esse fim próximo, Hong Myung Bo enfrenta Vahid Halilhodzic como plano de fundo de Coreia do Sul x Argélia, às 16h (de Brasília) deste domingo, no Beira-Rio. Entre má fase e ambiente em crise, os dois técnicos travam um duelo à parte que pode valer muita coisa no Grupo H. Embora ainda não valha classificação para as duas seleções, um possível vencedor ficará bem próxima da vaga, enquanto um eventual perdedor pode ser eliminado precocemente ou chegar na última rodada à beira da desclassificação. O que provavelmente custará a cabeça do comandante derrotado do cargo.
E nem mesmo um herói nacional fica imune a este tipo de situação. Myung Bo, ex-zagueiro com 136 jogos e 10 gols pela seleção sul-coreana, quatro Copas do Mundo no currículo e um quarto lugar em 2002. Aos 45 anos e com experiência à frente de seleções de base e olímpica da Coreia do Sul, o técnico assumiu o time principal em junho do ano passado com contrato até 2015. Mas o comandante tem levado um banho dos números: até agora computou só 29,6% dos pontos em 18 partidas, entre Eliminatórias, amistosos e a estreia no Mundial. O que fez a imprensa comentar a pressão em cima do treinador às vésperas da Copa. Alguns teriam sugerido a troca no comando, mas o pouco tempo para a Copa deu sobrevida ao sul-coreano. Superar a má fase e se classificar é a senha para a continuação no posto. Para isso, um triunfo neste domingo deixará a equipe a um empate das oitavas, dependendo do resultado de Bélgica x Rússia.
A imprensa argelina começou a especular até uma demissão de Halilhodzic antes mesmo de a Copa terminar. À frente dos africanos desde 2011, o técnico bósnio de 61 anos até apresenta bons números: em 29 jogos, somou 66,6% após 18 vitórias, quatro empates e sete derrotas. Porém,o famoso atacante da seleção iugoslava nos anos 70 e 80 não conta com prestígio na Argélia. Os jornalistas locais noticiam divergências táticas entre o comandante e seus jogadores. Houve inclusive um boato de que o presidente nacional queria fazer alterações no time titular – negado pelo treinador em entrevista coletiva. Entrevistas, aliás, ele só concede por determinação da Fifa. Ainda assim, na hora de levar algum atleta consigo para a coletiva, a escolha é por nomes menos badalados – no sábado, o terceiro goleiro foi convocado para tal. A crise no ambiente é visível e talvez só uma grande campanha aliviaria o clima. O primeiro passo é evitar a derrota que consequentemente custará a eliminação.
Encarando o duelo como uma final, o técnico da Coreia do Sul seguiu com a rotina de treinamentos fechados e escondeu o time e as pistas da escalação para este domingo. Apesar do mistério, jornalistas sul-coreanos acreditam que a formação será a mesma da estreia diante da Rússia. Mas Myung Bo admitiu que adotará um cuidado especial com o ataque argelino, que marcou gols em todos os últimos 11 jogos que disputou.
– Os meio-campistas argelinos são velozes, pressionam, e superar essa pressão para dominar as áreas vai ser importante. Ainda não decidi a escalação, mas estou levando em consideração o comportamento contra a Rússia, os pontos fracos e os últimos três dias de treino. Vamos ter que jogar de maneira diferente comparado contra a Rússia. A Argélia tem atacantes fortes e isso terá impacto sobre a lista final. Temos que nos defender, de maneira que possamos também marcar um gol. Tenho certeza que haverá oportunidades de marcar. A questão é aproveitá-las – disse.
A única coisa que não deu para esconder foi a ausência do volante Ha Daen-Sung. Machucado, o jogador continua fora das atividades e não deve ter condições de jogar neste domingo. Em processo de renovação, a Coreia aposta na geração que conquistou a inédita medalha de bronze em 2012. Ao todo, 12 dos 18 sul-coreanos dos Jogos de Londres, na Inglaterra, estão entre os 23 convocados para a Copa – em comparação com o Brasil, só Marcelo, Thiago Silva, Oscar, Hulk e Neymar da equipe que terminou com a prata estão no Mundial.
O mal-humorado Halilhodzic também adotou o mistério, mas de forma diferente: anunciando que mudanças irão acontecer. O técnico confirmou em entrevista coletiva que fará alterações na escalação em relação ao time que foi derrotado pela Bélgica na estreia. O bósnio, porém, não quis citar os jogadores que serão afetados nem mesmo as posições, mas a tendência é que haja mudanças em todos os setores: como as possíveis entradas de Mandi, na defesa, Yebda, no meio, e Djabou, no ataque.
O time tentará driblar a divergência tática entre os jogadores e o comandante. A imprensa local afirma que os atletas gostariam de uma postura mais ofensiva, e resta saber se os argelinos entrarão em campo no Beira-Rio esperando o ataque coreano ou partindo em busca da primeira vitória da equipe em 32 anos – a última ocorreu na Copa do Mundo de 1982, sobre o Chile.
– Confio na minha seleção e peço que assumam suas responsabilidades e não tentem encontrar desculpas. Não temos nada a perder. É uma seleção que tem que ter atitude coletivamente. Nesses três anos de trabalho ouvi dizer que se espera essa vitória há 32 anos, e será um lindo presente da equipe e de minha parte – desejou. E para tirar a corda do pescoço de ao menos um dos treinadores.
Globo Esporte
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