Um dos objetivos do Fluminense em João Pessoa, na Paraíba, era tentar vencer o Nacional-PB por dois ou mais gols de diferença para conquistar a vaga na segunda fase da Copa do Brasil sem a necessidade da partida de volta, no Rio de Janeiro. Mas o Tricolor derrotou os paraibanos pelo placar mínimo, 1 a 0, na noite desta quarta-feira (18) e terá que receber o Nacional-PB no dia 5 de março, no Maracanã.

E poderia ter sido pior se a arbitragem não tivesse anulado um gol legal do Nacional-PB, aos 18 minutos do segundo tempo. Eduardo Rato finalizou depois de receber lançamento na mesma linha da defesa, mas o impedimento acabou sendo marcado. O vencedor deste confronto enfrentará Águia Marabá-PA ou América-MG que se enfrentam no dia 4 de março, em Marabá.

Everton Santos volta a balançar a rede adversária

O primeiro tempo começou com o Nacional-PB tentando fazer uma pressão no campo de defesa do Fluminense, mas esbarrou na falta de habilidade de sés jogadores. Aos poucos o time tricolor equilibrou as ações e passou a sentir a violência dos paraibanos. Nos primeiros 45 minutos, o Nacional-PB fez 21 faltas e recebeu quatro cartões amarelos. Logo aos cinco, José Wilker parou Maicon com falta violenta e foi advertido. O jovem jogador tricolor não aguentou ficar em campo e foi substituído por Tartá, aos dez.

Aos 18 minutos, o argentino Conca quase abriu o placar. Ele recebeu passe de Tartá, dentro da área, e chutou forte, mas a bola passou por cima do travessão. A partir disso só deu Fluminense. Aos 27, Thiago Neves cruzou de trivela, mas Everton Santos não alcançou a bola. Cinco minutos depois, o Tricolor abriu o placar. Thiago Neves ajeitou de cabeça para Everton Santos. Ele girou e finalizou rasteiro, sem chance de defesa para o goleiro Adson. Foi o terceiro gol dele em dois jogos. Contra o Tigres, domingo passado, ele fez dois na goleada de 4 a 0.

Em vantagem no placar, o Fluminense continuou mandando na partida. O Nacional-PB só se defendia e continuou abusando das faltas. Tanto que o técnico René Simões reclamou com o quarto árbitro ainda durante o primeiro tempo e, no final da etapa, entrou em campo para falar também com o árbitro Emerson Sobral.

– Os jogadores do Nacional-PB estão fazendo o jogo da vida deles. Só acho que o árbitro também devia fazer o mesmo. Ele marcou 21 faltas no primeiro tempo e isso, na minha opinião não é futebol, é antijogo – disse René.

Gol mal anulado e expulsão na etapa final

Na volta para o segundo tempo, o técnico do Nacional-PB colocou Peixinho em campo. Ídolo da torcida paraibana, ele deu uma nova cara para o time e equilibrou a partida. O Fluminense não conseguia fugir da marcação adversária e só se defendeu. Aos dez minutos, José Wilker deixou Tartá no chão, avançou e chutou rasteiro, para defesa de Fernando Henrique.

Aos 18, o lance mais polêmico da partida. Eduardo Rato foi lançado dentro da área, quando ainda estava na mesma linha do zagueiro Edcarlos, e finalizou para o fundo da rede tricolor. Mas Emerson Sobral aceitou a marcação do auxiliar Luciano Cruz, que marcou impedimento do atacante.

A pouca criatividade do time obrigou o técnico René Simões a fazer mudanças no time e, em pouco mais de cinco minutos, ele tirou Conca e Thiago Neves de campo, colocando Leandro Bomfim e Marquinho, respectivamente. Mas aos 30, o ídolo Peixinho fez uma falta violenta em Edcarlos e acabou recebendo o cartão vermelho direto. Com um a mais em campo, René Simões pediu para o time atuar com jogadores abertos pelas laterais e valorizar a posse de bola.

Mas o Fluminense não conseguiu furar o bloqueio defensivo do Nacional-PB e acabou ficando apenas no 1 a 0 na estreia na competição nacional.

 

Globo Esporte
 

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