Lance Armstrong comoveu o mundo ao longo de sua carreira ao conquistar a Volta da França sete vezes depois de se recuperar de um câncer. No Brasil, um ciclista viveu caso parecido. Bem verdade que ele não conquistou a mais importante competição da modalidade, mas também conseguiu ‘voltar à luta’ após se recuperar de um câncer.
O experiente Daniel Rogelin, de 40 anos, que disputou a Olimpíada de Atlanta-1996, descobriu em um exame de rotina, em 2010, um cisto no rim. E foi assim que tratou o problema. Em março deste ano, porém, um novo exame constatou que a situação era mais grave. O cisto, na verdade, era um câncer, e precisava de cirurgia. Três médicos o acompanharam e deram a solução: tirar o órgão, em um delicado procedimento.
O ciclista, por recomendação de um amigo, veio a São Paulo para passar com o médico Marcos Dalloglio, que chegou a operar José Alencar, ex-vice presidente do Brasil. Pagou caro pela consulta: R$ 500. No consultório, contou sua história para o médico, e se dispôs até mesmo a vender seu carro para conseguir pagar a cirurgia para a retirada do câncer. Nem precisaria.
Rogelin deixou o consultório e, na saída, recebeu os R$ 500 de volta. Marcos Dalloglio, ali, deixou claro: não cobraria nada pela cirurgia, que, em grandes hospitais, variam de R$ 15 a 20 mil, e, com o ‘pacote completo’, incluindo a equipe médica, chega a R$ 30 mil.
Hoje, Marcos Dalloglio é médico e chamado de ‘doutor’, aos 46 anos. Até os 24, porém, era o Marquinhos, volante que atuou no Internacional ao lado de jogadores renomados como Taffarel, Gilmar Rinaldi, Mauro Galvão e Milton Cruz. No campo, chegou a jogar a semifinal do Brasileiro de 1987. Mas o destino quis que ele seguisse sua vocação, e fosse para a medicina. Dezenove anos depois de formado, e já renomado, se sensibilizou com a história do ciclista, que precisava de ajuda.
"Ele falou que ia me ajudar no que eu precisasse, que não era para eu me preocupar com dinheiro. Quis me ajudar mesmo, foi um anjo para mim. Se não fosse ele, eu ia tirar todo o rim e parar de pedalar, ia acabar com a minha carreira. Ele tirou só um pedaço. Só Deus sabe o que eu passei, e eu agradeço ao doutor Marcos por toda a vida", afirmou Rogelin, que, aos 40 anos, disputa a Volta Ciclística de São Paulo.
"Ele tinha dificuldades para pagar, e não se atrela o tratamento à parte financeira. Eu sabia que poderia fazer o melhor por ele. Não ia negar o meu auxílio. Esse raciocínio é bem simples. Se ele me procura, confia em mim, eu vou trata-lo, independente da parte financeira. É humano isso. Se o dinheiro vier à frente na medicina, perde o valor. Claro que eu preciso de dinheiro para viver, tenho família, contas a pagar. Mas tenho também os meus princípios e procuro segui-los", afirmou Dalloglio, ao UOL Esporte.
Hoje, Daniel Rogelin está disputando uma grande competição após a vitória na batalha contra o câncer. Seis meses após a cirurgia, ele disputa a Volta de São Paulo de ciclismo, que termina no próximo domingo. O câncer, que era maligno, não existe mais. Mas ainda é preciso um acompanhamento durante cinco anos, para evitar que o problema volte até mesmo em outros lugares. No mês que vem, ele fará o primeiro exame de rotina para constatar que está bem.
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