Por pbagora.com.br

O vice-presidente são-paulino Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, amenizou o tom de suas declarações após ter suas críticas rebatidas pelo atacante Ronaldo, que o chamou de "babaca" após marcar gol na vitória corintiana por 2 a 0, ontem, no Morumbi, pelas semifinais do Campeonato Paulista.

Leco disse que não pretendia provocar o jogador e inclusive publicou uma nota oficial no site do São Paulo (veja íntegra abaixo).

Após um entrada dura de Ronaldo em André Dias no primeiro jogo da semifinal, o dirigente insinuou que o atacante corintiano seria um ex-atleta. "Ele não fazia isso quando era jogador."

"O São Paulo não podia ser tão perfeito. Tem sempre alguém falando merda. Foi um babaca no clube que falou besteira. Quero ver ele aparecer agora para fazer gracinha”, disse Ronaldo, ontem.

Nesta segunda, o dirigente optou por encerrar a polêmica. "Prefiro não comentar e desdobrar esse assunto, a sensação que estou tendo é que estão mudando o foco, o mais importante foi a vitória [do Corinthians] e sua condição de finalista do campeonato", disse Leco, em entrevista à rádio Jovem Pan.

"Eu não provoquei, apenas reprovei o que ele fez quando deu aquela entrada no André Dias e reprovo até agora. Continuou com o meu ponto de vista. Eu sempre admirei muito o Ronaldo e considerei ele um dos maiores jogadores do Brasil, sua história não desmente. Mas eu apenas reprovo aquele ato", continuou o dirigente.

Confira a íntegra da nota publicada no site do São Paulo

"O meu comentário sobre o Ronaldo acabou ganhando proporções desmedidas, muito além da reprovação que fiz do gesto anti-esportivo por ele praticado intencionalmente contra um colega de profissão, num momento de irreflexão e agressividade.

Minha observação pode merecer a interpretação de um equívoco, fruto de uma reação carregada de emoção, mas não teve outra conotação que não a de manifestar minha surpresa e inconformismo diante de um ato jamais visto na gloriosa carreira desse jogador.

Claro que as circunstâncias conduzem num ou noutro sentido, e se ele tivesse sido expulso, como deveria, segundo o entendimento majoritário, o problema pararia ali. Se o São Paulo tivesse ganho o jogo de ontem, igualmente, o tema em questão não viria à baila. São hipóteses e detalhes.

Ele sabe, certamente, que todos estamos sujeitos a erros. De toda forma, faço o registro de que todos nós, que admiramos sua história esportiva, preferimos vê-lo fazendo aquilo que realmente sabe: jogar futebol.

 

Folha

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