A Confederação Brasileira de Futebol (CBF),  anunciou Intervenção na presidência da FPF no lugar do presidente Amadeu Rodrigues diante de indicios de fraudes nos resultados do Campeonato Paraibano. Os dez clubes que participaram da série A do campeonato paraibano de futebol na última temporada, em 2018, estão sendo investigados pela Polícia Civil e Ministério Público da Paraíba por manipulação de resultados e esquemas de corrupção. De acordo com as investigações, o Botafogo-PB, campeão do torneio estadual, foi o maior beneficiado – ou, pelo menos, aquele que mais agiu para tirar proveito.

A decisão da Comissão de Ética da entidade, foi tomada na última sexta-feira, mas divulgada apenas na noite deste domingo, com exclusidade, pelo Fantástico. Nesta segunda-feira, a CBF vai confirmar o auditor do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Flávio Boson Gambogi, como condutor das atividades da Federação Paraibana até a conclusão das investigações.

Reportagem do Fantastico, da Rede Globo, neste domingo aponta o diretor do Botafogo, Bruno Morais, como responsável por forjar resultados em favor do seu time envolvendo o Departamento de Árbitros.

Amadeu Rodrigues está no comando da FPF desde o início de 2015 e vive atualmente o seu momento mais conturbado à frente do futebol paraibano. No último dia 9 de abril, apenas um dia após o encerramento do campeonato estadual, foi deflagrada uma operação que investiga um esquema de corrupção do futebol local, com manipulação de resultados, compra de árbitros e fraudes em sorteios. Ao todo, 85 pessoas são alvos das investigações, entre elas o presidente da FPF, dirigentes e árbitros. A Polícia Civil e o Ministério Público conduzem os trabalhos no sentido de apurar as fraudes cometidas pelas pessoas que fazem o futebol na Paraíba e, para isso, têm em seu poder mais de 104 mil conversas dos envolvidos.

Um esquema poderoso e que envolvia muito dinheiro, e envolvei  dirigentes; e árbitro de futebol. Compra de árbitros, manipulação de resultados, fraudes em sorteio… O Fantástico teve acesso aos documentos e às escutas telefônicase detalhou como foi operacionalizado todo o esquema fraudulento. Foram mais de 100 mil conversas de 115 telefones monitorados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Paraíba. A reportagem apresenta alguns jogos onde houve uma forte interferência nos bastidores. De acordo com as investigações, o Botafogo-PB foi o maior beneficiado – ou, pelo menos, aquele que mais agiu para tirar proveito.

Redação

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