Carlos Alberto é quase uma unanimidade no Vasco. O meia virou o líder que a diretoria esperava e o jogador que chama a responsabilidade em campo. Querido pelos companheiros, admirado por Dorival Júnior, o camisa 19 vai também aos pouco superando a desconfiança dos críticos.

 

Ao ser contratado pelo Vasco, Carlos Alberto não foi visto como um jogador capaz de conduzir o clube ao sucesso. Mas o passado de problemas parece estar ficando para trás.

 

– Desde o momento que eu parei de brigar com a vida, as coisas ficaram melhores para mim. Sempre tive o meu jeito de brincar, de ser amigo, de ajudar os mais novos assim como eu fui ajudado também. São essas coisas que a gente vai guardando. Isso que é legal. É dessa maneira que você precisa se sentir no futebol.

 

O início da mudança da carreira de Carlos Alberto surgiu, justamente, no Botafogo. O jogador deixou de ter uma imagem de "bad boy", que não combinava com a sua personalidade, e passou a ser visto como um líder. Apesar da saída durante o Campeonato Brasileiro do ano passado por falta de pagamento, o meia garante que guarda muito mais boas lembranças e um sentimento de gratidão do que mágoas. E elas, se existem, são apenas para a antiga diretoria comandada pelo ex-presidente Bebeto de Freitas.

 

– Tenho muitos amigos no Botafogo. Apesar de não estar mais lá nós continuamos nos encontrando. A torcida do Botafogo sempre me respeitou. Meu único problema foi mesmo com quem administrava o clube, e isso já foi para outra esfera (o meia entrou na Justiça para receber salários atrasados). Mas tenho uma gratidão pelo Botafogo porque foi um clube que me recebeu bem em um momento que precisava na minha recuperação. Estive bem lá, fiz gols. Tive coisas muito positivas no Botafogo. O clube me deu carinho quando mais precisei, assim como o Vasco está me dando agora – disse Carlos Alberto.

Aos 24 anos, Carlos Alberto viveu momentos difíceis na carreira. Após surgir como grande promessa, ser campeão do mundo pelo Porto e do Campeonato Brasileiro pelo Corinthians, além da Copa do Brasil pelo Fluminense, o meia foi a contratação mais cara da história do Werder Bremen. Mas não se adaptou à Alemanha.

 

Após ficar em segundo plano no clube, veio tentar a sorte no São Paulo, onde também não rendeu o esperado. O jogador, então, ficou em uma encruzilhada. E a saída foi tentar a sorte no Botafogo, um clube que resolveu apostar novamente no seu futebol. Após dar a volta por cima, Carlos Alberto não esconde uma certa decepção com o São Paulo.

 

– O São Paulo foi importante para mim também. Mas fora de campo. Tive um problema de saúde. Estava com um problema de tireóide (glândula que controla o metabolismo do corpo). E ouvia uns caras falar umas besteiras porque eu não jogava. Mas tudo era um processo. Eu precisava recuperar a minha saúde para depois voltar a jogar. Mas tem uns ignorantes aí que, mesmo você mostrando as coisas como são, não entendiam. Aí vim para o Botafogo já em um momento que eu precisava jogar. E o clube me recebeu de uma maneira maravilhosa – disse.

 

Ney Franco e Dorival Júnior ganharam elogios do meia. Os dois treinadores passaram a ser muito respeitados por Carlos Alberto.

 

– Os melhores momentos na minha carreira foram quando tive pessoas ao meu lado que me cobraram muito. O Ney Franco é um treinador que não cuida só do jogador dentro de campo. Ele ajuda também na parte psicológica. Ele me apoiou muito. Estou tendo isso aqui agora com o Dorival. E o meu crescimento como jogador e homem é muito grande. Só tenho a agradecer.

Líder e grande estrela do Vasco na temporada, Carlos Alberto conseguiu dar esperança aos torcedores. E junto com o time luta pela afirmação. Para isso, nada melhor do que vencer o campeão da Taça Guanabara, a equipe que é apontada pela maioria como a melhor até agora do Campeonato Carioca.

 

– A gente não está em busca de provar, mas de mostrar que tem um time competitivo. É lógico que, se não vencer, para o futebol não adianta nada. Mas será um jogo difícil. O Botafogo tem excelentes jogadores. O Maicosuel, que está em grande fase, tem o Reinaldo, o Victor Simões, o Fahel, que é um volante que sai muito para o jogo, o Thiaguinho, o Alessandro, o Juninho, o Renan, que vive uma grande fase. Enfim, é um time muito bom. Vamos ter muita dificuldade. Mas um clássico é com 50% para cada lado, e o que diferencia é a vontade de cada um em campo. Qualidades os dois time têm para jogar.

 

globoesporte.com

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