Bruno Senna está ainda mais perto da Fórmula 1. Os rumores sobre a sua participação na temporada 2009 ganharam força nesta segunda-feira, 16, a partir de uma entrevista do próprio brasileiro, que já fala como piloto dos pretensos compradores do espólio da antiga equipe Honda, que abandonou a categoria em dezembro.

"Com certeza será um grande desafio. Nos últimos anos, nenhum piloto estreou com tão pouca quilometragem. Vou andar de 1.000 a 1.200 km antes da primeira corrida", disse à revista italiana Autosprint.

 

Apesar do otimismo de Bruno, seu assessor de imprensa Márcio Fonseca adota um discurso mais cauteloso, negando qualquer acerto. "O Bruno vai para Europa, retomar as negociações. Não existe nenhuma definição, nenhuma confirmação, a gente não sabe nem mesmo se a Honda vai mesmo continuar", afirmou Fonseca, em entrevista ao Sportv.

Se por um lado o País poderá ter mais um representante na principal categoria do automobilismo, por outro, o veterano Rubens Barrichello estaria se despedindo, já que, se confirmada, a outra vaga da equipe seria formada pelo inglês Jenson Button. Bruno prefere não se importar com isso e pensa em alinhar o carro já no grid de largada do GP da Austrália, em 29 de março, na abertura da temporada.

"É melhor começar na F-1 assim, de uma maneira difícil, do que ficar fora. Como não será por uma equipe de ponta, a pressão será menor", afirma Bruno Senna. Ele embarca para a Inglaterra nesta segunda, e por lá fará uma reunião com a direção da ex-Honda. A equipe teria motores e câmbios fornecidos pela Mercedes, sócia da McLaren. Além disso, contaria também com um apoio financeiro de Bernie Ecclestone via Formula One Management (FOM). Cogita-se a hipótese do piloto levar um de seus patrocinadores pessoais.

CARREIRA

Ainda em 2008, o piloto chegou a testar a então Honda, em uma espécie de vestibular da equipe japonesa com Rubens Barrichello, Lucas Di Grassi, além de Bruno.

 

Hoje com 25 anos, Bruno Senna chegou a ter a carreira de piloto interrompida em 1994, ainda quando corria de kart, depois que o tio Ayrton Senna morreu. Depois de 15 anos, a volta do sobrenome Senna às pistas da Fórmula 1 é encarada com ansiedade e muita expectativa sobre o jovem, vice-campeão da GP2 em 2008.

 

"Não é uma comparação dessas que vai interferir no meu resultado na pista", garante. "Somos diferentes: Ayrton é meu tio e não tenho a obrigação moral de repetir o que ele fez e conquistar os mesmos resultados", completou o piloto.

GP2
No entanto, se nada der certo para Bruno Senna na Fórmula 1, ele poderá voltar a GP2, de acordo com seu assessor de imprensa. "Ele não descartou qualquer participação, mas o foco neste momento é conseguir uma vaga na Fórmula 1", disse Márcio Fonseca.

 

estado.com.br

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