Próxima parada: Tóquio. A busca pelo terceiro ouro olímpico da seleção brasileira feminina de vôlei ganhou mais um capítulo neste sábado. Com a vitória no tie-break sobre a República Dominicana na última rodada do Pré-Olímpico, em Uberlândia, o Brasil carimbou a vaga em mais uma edição de Jogos Olímpicos. Com direito a talismã japonês, o Daruma, como troféu, as brasileiras ganharam as boas-vindas de Tóquio 2020.

Brasil e República Dominicana chegaram à decisiva rodada do torneio em condições iguais de conquistar a vaga olímpica. Como o Pré-Olímpico é disputado em sistema de pontos corridos, quem vencesse ficaria com o primeiro lugar. Melhor para o Brasil, que freou a reação dominicana e venceu a partida no quinto set: 3 sets a 2 (parciais de 25/22, 25/19, 23/25, 18/25 e 15/10), em 2h15 de partida, na Arena Sabiazinho. A seleção brasileira não fica fora de uma edição dos Jogos desde a primeira participação em Moscou 1980.

– O sentimento neste momento é de missão cumprida. O Pré-Olímpico era o nosso objetivo para este ano. A República Dominicana foi um grande candidato, eles têm um grande treinador que conhece bem a nossa equipe. Agora o foco está na preparação para Tóquio 2020 e estar lá em melhor forma – disse o técnico tricampeão olímpico José Roberto Guimarães.

Com a vitória, o Brasil terminou na liderança do Grupo D, com sete pontos e três vitórias, e concluiu a ponte aérea Uberlândia-Tóquio concluída com sucesso. A República Dominicana ficou em segundo, também com sete pontos, mas com uma vitória a menos. Azerbaijão venceu Camarões por 3 sets a 0 na última rodada e ficou com a terceira colocação, com quatro pontos. A equipe africana ficou em quarto, sem nenhum ponto somado.

Lorenne e Gabi começaram bem o primeiro set. Do outro lado, Brayelin Martínez respondia. No ace da central Bia, o Brasil abriu a primeira vantagem no placar: 7 a 5. A jovem oposta brasileira, Lorenne, foi bastante acionada na saída de rede, virando bolas e explorando o bloqueio: 16 a 10. O paredão brasileiro funcionou e parou os contra-ataques das dominicanas. A República Dominicana aumentou o volume de jogo, levantou mais bolas, pressionou e encostou: 21 a 19. O técnico José Roberto Guimarães pediu tempo, conversou separadamente com Macris e deu certo. A reação dominicana durou pouco. Em ataque na saída de rede, Paula Borgo colocou no chão e fechou o set: 25 a 22.

No segundo set, o Brasil entrou desatento, com problemas na recepção: 4 a 1. O empate veio com Tandara: 5 a 5. Com o passe na mão, a seleção brasileira distribuiu melhor as jogadas e marcou bem as atacantes dominicanas: 8 a 6. Firme nos ataques com Lorenne, o Brasil aumentou a vantagem e conduziu a parcial: 16 a 11. Com dificuldades em marcar a oposta brasileira, a República Dominicana não reagiu. No saque na rede de De La Cruz, o Brasil fechou o segundo set em 25 a 19.

A terceira parcial começou lá e cá, mas no ace de Macris o Brasil abriu 7 a 5. Após o primeiro tempo técnico, a República Dominicana apareceu para o jogo, com ataques e bloqueios certeiros: 12 a 7. Bem no saque, Gabi ajudou a encurtar a diferença: 12 a 10. Os erros do ataque brasileiro e a boa leitura de jogo das dominicanas dificultaram uma reação maior. A diferença chegou a seis pontos em 19 a 13. Gabi, novamente, salvou e virou bolas cruciais da parcial, diminuindo a vantagem: 21 a 18. Em reta final bem disputada, o Brasil salvou dois set points, mas foi pouco. Na bola divida na rede, De La Cruz colocou no chão: 25 a 23.

O Brasil abriu o tie-break com bloqueio de Gabi. As dominicanas seguiram com bom volume de jogo. Mara virou o jogo para o Brasil com um ace: 5 a 4. A porta do outro lado, porém, estava fechada. Natália e Tandara foram as válvulas de escape da seleção brasileira: 10 a 7. Sem dar chances na reta final e embalados pela torcida, o Brasil dominou e fechou o quinto set com bola rápida no meio de Mara em 15 a 10 e o jogo em 3 sets a 2.

globoesportes.com

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