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Brasil sofre, mas, no embalo da torcida, vence amistoso contra EUA

 

A festa estava armada. Na primeira partida de uma seleção brasileira adulta em Maringá, a torcida paranaense lotou as arquibancadas do ginásio Chico Neto. Gritou, incentivou, mas o Brasil teve problemas no primeiro de quatro amistosos contra os EUA antes do Mundial, no fim de outubro, no Japão. Perdeu o primeiro set, se recuperou e levou o jogo para o tie-break. Por pouco não viu a vitória escapar, mas fez a festa dos torcedores e fechou em 3 sets a 2, parciais 19/25, 25/17, 24/26, 25/15 e 15/11.

A preocupação ficou por conta de Sheilla, que não entrou na partida, poupada com uma torção no dedo anular da mão direita. A princípio, não preocupa, mas se junta a Mari e Paula Pequeno como motivo de dor de cabeça para o técnico José Roberto Guimarães. Por outro lado, chamada para suprir uma possível ausência das companheiras, Fernanda Garay foi o grande destaque do time, com pontos importantes, como o que fechou a partida, e bela atuação.

– É a minha estreia, e estou muito feliz por ter ajudado. Ninguém ganha sozinha, mas estou feliz por ajudar minhas companheiras. É muito bom ganhar em casa.

O técnico Zé Roberto elogiou a atuação da jogadora e da seleção após a partida. Pediu desculpas também por ter poupado Sheilla, que acabou se machucando durante o treino da manhã.

– Eu acho que nós estamos esperando jogos desta maneira, que testem o máximo possível o nosso time. Tivemos oportunidade de colocar outras jogadoras para atuar, como a Fernanda, que entrou muito bem. É bom para identificar onde podemos melhorar, e tem muita coisa. Tivemos momentos bons e ruins. Principalmente em bolas próximas à rede, não definimos bem. mas, de certa maneira, gostei. Peço desculpas por não colocar a Sheilla para jogar. Não quis correr riscos.

A seleção volta à quadra neste domingo, novamente contra os EUA. A partir de 21h30m, as duas seleções se encontram mais uma vez em Maringá, no ginásio Chico Neto.

EUA começam na frente, mas Brasil reage

O primeiro set não começou muito animador. Com problemas para se encontrar em quadra em meio a tantos desfalques, a seleção brasileira penava para superar o bloqueio das americanas. Do outro lado, o ataque das rivais funcionava. E bem. As americanas logo abriram 5/2 no placar, mas as donas da casa conseguiram a recuperação e empataram: 5/5.

Natalia sobe contra bloqueio americano
(Foto: Alexadre Arruda / CBV)O Brasil, no entanto, seguia inconstante, e, na primeira parada técnica, os EUA venciam por 8/6. Um ace de Jaqueline empatou em 11/11 e animou a torcida. O jogo seguiu equilibrado, mas as brasileiras voltaram a falhar no fim da parcial. As rivais tomaram conta do jogo e fecharam o set em 25/19.

Embaladas pelo apoio da torcida, porém, as meninas da seleção voltaram melhores para a segunda parcial. Com saque e bloqueio funcionando muito bem, as brasileiras foram para a primeira parada técnica com seis pontos de vantagem: 8/2. Zé Roberto, então, resolveu testar Fabíola no lugar de Dani Lins. As americanas diminuíram a vantagem, mas as brasileiras ainda tinham o controle.

Natalia, que, com as lesões de Paula Pequeno e Mari, assumiu a condição de titular na equipe, fazia grande partida e soltava a mão contra as americanas. O Brasil seguiu absoluto e fechou em 25/17.

O terceiro set foi marcado pelo equilíbrio. E de altos e baixos da seleção. Os EUA começaram melhores, abrindo 4/0 no placar. As brasileiras encostaram, mas, na parada técnica, as americanas continuavam em vantagem, com 8/5. Na volta, porém, dois pontos de Taísa em sequência levaram o Brasil à dianteira: 11/10.

O Brasil seguia à frente no placar, mas cedia pontos em erros simples, levando Zé Roberto à loucura à beira da quadra. No momento crucial do set, com o placar em 24/23 para as brasileiras, a seleção voltou a vacilar. Após o empate, Jaqueline errou um ataque, e os EUA fecharam em 26/24.

O quarto set começou com um novo erro de Jaqueline, e as americanas se animaram. A torcida pedia Sheilla, mas, poupada no banco, a jogadora apenas assistia à reação das companheiras. No primeiro tempo técnico, o Brasil vencia por 8/7.

As americanas, então, passaram a errar mais, mas, ainda assim, mantinham uma diferença pequena no placar. O Brasil, no entanto, se impôs. Em seu melhor momento no jogo, a seleção fechou em 25/15.

Os EUA marcaram o primeiro ponto no tie-break, mas o Brasil logo tomou conta e abriu 5/2 no placar. A seleção, no entanto, caiu de produção, e as americanas viraram para 9/6. Zé Roberto, então, colocou Fabíola e Jaqueline novamente em quadra. A equipe melhorou, recuperou a ponta e conseguiu fechar a partida em 15/11, com Fernanda Garay.

 

 

Globo Esporte

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